Acontece hoje, 23/09, no auditório do Sindicato dos Trabalhadores da Lavoura em Assú mais uma ação do Projeto do Comércio Varejista de Farmácias do RN (Rede Unifarma), a capacitação será capitaneada pelo consultor de empresas Frederico Alecrim e contará com participantes das mais de 25 farmácias da Rede Unifarma no Vale do Açu.
Na oportunidade Edwin Aldrin, consultor do SEBRAE e gestor do Projeto no Estado do Rio Grande do Norte, falou da importância da parceria entre o SEBRAE e a Unifarma e dos frutos que virão em um trabalho bem estruturado que está iniciando suas atividades.
O gerente do SEBRAE/RN – Escritório Regional de Assú deu as boas vindas aos empresários participantes e ressaltou que iniciativas como esta fortalecem o mercado farmacêutico e disse acreditar plenamente no sucesso deste projeto a julgar pelo comprometimento e empreendedorismo dos empresários envolvidos, que já receberam, em anos anteriores, reconhecimento do SEBRAE Nacional pelo trabalho desenvolvido na Região do Vale do Açu.
terça-feira, 23 de setembro de 2008
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Seminário Marketing On Off em Assú/RN
O SEBRAE/RN, através do Escritório Regional de Assú, realizou ontem , no auditório da Câmara Municipal de Assú/RN, o Seminário de Marketing On Off com o facilitador Fred Alecrim, da Empresa de Consultoria Empresarial Ponto de Referência.
O evento contou com mais de 120 participantes das cidades de Assú, Afonso Bezerra, Alto do Rodrigues, Ipanguaçu, Itajá e Macau. Empresários e empreendedores tiveram oportunidade de conhecer novas ferramentas do Marketing que servirão para tornar suas empresas referência para seus clientes.
O gerente do escritório regional de Assú, Fernando de Sá Leitão recebeu a todos e reforçou a importância do conhecimento como diferencial competitivo para os Micro e Pequenos Empresários.

O evento contou com mais de 120 participantes das cidades de Assú, Afonso Bezerra, Alto do Rodrigues, Ipanguaçu, Itajá e Macau. Empresários e empreendedores tiveram oportunidade de conhecer novas ferramentas do Marketing que servirão para tornar suas empresas referência para seus clientes.
O gerente do escritório regional de Assú, Fernando de Sá Leitão recebeu a todos e reforçou a importância do conhecimento como diferencial competitivo para os Micro e Pequenos Empresários.
Fred Alecrim - Consultor da Ponto de Referência.
Fernando de Sá Leitão - Gerente do SEBRAE/RN - Escritório Regional de Assú.
Identifique as Expectativas dos Candidatos
Algumas vezes, após um curto período de contrato, excelentes profissionais acabam desistindo de continuar na sua empresa porque percebem que não terão condições de alcançar os seus objetivos.
Além de perder tempo e dinheiro com essas pessoas, eliminam-se outras que poderiam ter sido bem-sucedidas no cargo.Por isso, quando entrevistar um candidato para a sua equipe pergunte a ele quais são as suas expectativas com o novo trabalho.
Veja se a resposta menciona metas concretas e se elas são compatíveis com as oportunidades que a sua empresa oferece. Investigue ao máximo para saber se a vaga oferecida vai satisfazer a vontade profissional do candidato.
Lembre-se que um funcionário feliz é muito mais produtivo. Com esses cuidados você evita desperdícios e contrata as pessoas adequadas, aumentando sensivelmente a produtividade da sua empresa.
A expectativa do candidato é levada em consideração durante o processo seletivo na sua empresa? Quais outros aspectos são valorizados?
Publicado no Blog de Cláudio Nasajon
Além de perder tempo e dinheiro com essas pessoas, eliminam-se outras que poderiam ter sido bem-sucedidas no cargo.Por isso, quando entrevistar um candidato para a sua equipe pergunte a ele quais são as suas expectativas com o novo trabalho.
Veja se a resposta menciona metas concretas e se elas são compatíveis com as oportunidades que a sua empresa oferece. Investigue ao máximo para saber se a vaga oferecida vai satisfazer a vontade profissional do candidato.
Lembre-se que um funcionário feliz é muito mais produtivo. Com esses cuidados você evita desperdícios e contrata as pessoas adequadas, aumentando sensivelmente a produtividade da sua empresa.
A expectativa do candidato é levada em consideração durante o processo seletivo na sua empresa? Quais outros aspectos são valorizados?
Publicado no Blog de Cláudio Nasajon
terça-feira, 16 de setembro de 2008
É possível agradar 100% dos clientes?
Tive o prazer de coordenar uma mesa redonda de diretores de grandes empresas durante o CONAREC 2008 - Congresso Nacional das Relações Empresa Cliente - promovido pela Editora Padrão, em São Paulo. O tema da mesa redonda foi: “Os campeões do relacionamento dão a receita de como chegar lá”. As empresas participantes da mesa foram: TAM, Claro, Laboratórios Fleury, Bradesco, Hipercard e Sul América Seguros.
O que ficou muito claro a todos os participantes é que o relacionamento excelente entre a empresa e seus clientes é uma corrida sem linha de chegada. É correr todos os dias, sem parar, ouvindo com atenção, inovando nas formas de relacionamento, facilitando os meios de contato, recrutando e selecionando pessoas excelentes, treinando sem parar, todos os dias. Ficou ainda claro que essa responsabilidade ultrapassa os “call centers” ou SACs. É dever de toda a empresa, todos os departamentos, do presidente aos terceirizados.
Todos enfatizaram muito a importância do recrutamento e seleção. Muitas empresas não dão a essencial atenção que a busca de pessoas, o processo de seleção para trazer à empresa os melhores, exige. Recrutar e selecionar bem exige muita criatividade, inovação, visitas e muito esforço por parte da empresa. Há empresas que imaginam poder ter pessoas excelentes sem muito esforço e dedicação. Isso é uma ilusão e as conseqüências são desastrosas para a empresa de hoje, que precisa ter pessoas comprometidas com o sucesso dos clientes em seus quadros.
A mesma ênfase foi dada à formação, desenvolvimento e motivação das equipes. Fiquei impressionado ao ver o quanto essas empresas investem na formação, aperfeiçoamento, atualização e motivação de seu pessoal. Há um grande esforço de inovação e criatividade, para que os colaboradores entendam e se comprometam com os objetivos e metas das empresas e não percam o foco da excelência no atendimento.
Eram empresas altamente tecnológicas e de setores totalmente diferentes e todas, sem exceção, afirmaram que quanto maior o avanço tecnológico, tanto maior a necessidade de pessoas excelentes. A tecnologia não substitui as pessoas. Exige pessoas ainda melhores, que saibam utilizar todos os recursos em benefício dos clientes e da excelência no relacionamento empresa/cliente.
Pense nisso. Sucesso!
Luiz Marins
Consultor de Empresas
O que ficou muito claro a todos os participantes é que o relacionamento excelente entre a empresa e seus clientes é uma corrida sem linha de chegada. É correr todos os dias, sem parar, ouvindo com atenção, inovando nas formas de relacionamento, facilitando os meios de contato, recrutando e selecionando pessoas excelentes, treinando sem parar, todos os dias. Ficou ainda claro que essa responsabilidade ultrapassa os “call centers” ou SACs. É dever de toda a empresa, todos os departamentos, do presidente aos terceirizados.
Todos enfatizaram muito a importância do recrutamento e seleção. Muitas empresas não dão a essencial atenção que a busca de pessoas, o processo de seleção para trazer à empresa os melhores, exige. Recrutar e selecionar bem exige muita criatividade, inovação, visitas e muito esforço por parte da empresa. Há empresas que imaginam poder ter pessoas excelentes sem muito esforço e dedicação. Isso é uma ilusão e as conseqüências são desastrosas para a empresa de hoje, que precisa ter pessoas comprometidas com o sucesso dos clientes em seus quadros.
A mesma ênfase foi dada à formação, desenvolvimento e motivação das equipes. Fiquei impressionado ao ver o quanto essas empresas investem na formação, aperfeiçoamento, atualização e motivação de seu pessoal. Há um grande esforço de inovação e criatividade, para que os colaboradores entendam e se comprometam com os objetivos e metas das empresas e não percam o foco da excelência no atendimento.
Eram empresas altamente tecnológicas e de setores totalmente diferentes e todas, sem exceção, afirmaram que quanto maior o avanço tecnológico, tanto maior a necessidade de pessoas excelentes. A tecnologia não substitui as pessoas. Exige pessoas ainda melhores, que saibam utilizar todos os recursos em benefício dos clientes e da excelência no relacionamento empresa/cliente.
Pense nisso. Sucesso!
Luiz Marins
Consultor de Empresas
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
Em busca da Perfeição
A Lei Geral da Micro e Pequena Empresa é tema recorrente, amplamente debatido pela sociedade e meios empresariais. Não posso me furtar a novamente enfocá-lo, na hora em que nossos legisladores debatem e votam o Projeto de Lei Complementar nº 02/07, uma evolução no tratamento simplificado, favorecido e diferenciado preconizado pela constituição brasileira aos pequenos negócios. Durante quase todo o ano de 2007 o Projeto tramitou na Câmara dos Deputados, onde foi exaustivamente examinado e enriquecido por emendas, pareceres, requerimentos e substitutivos, seja em plenário ou nas comissões parlamentares. Foi finalmente aprovado em 13 de agosto deste ano, por unanimidade.
Deixa-me profundamente otimista esse movimento pelo aperfeiçoamento da Lei Geral, já percorrendo os trâmites finais para sua apreciação pelo Senado Federal, em cujo plenário se encontra desde o dia 28 último. As várias demonstrações de apoio, expressas pelos senadores, não deixam dúvidas sobre a proximidade de uma nova legislação favorável à pequena empresa.
O projeto em causa foi influenciado por inúmeras manifestações empresariais, que apontavam lacunas e incoerências na legislação. (Aqui mesmo no Rio Grande do Norte houve casos de segmentos econômicos que tiveram sua carga tributária majorada após a vigência do Simples Nacional, distorção corrigida posteriormente por um Decreto Governamental.) Estudos técnicos realizados durante o primeiro ano de vigência da lei, e o monitoramento dos seus impactos, positivos e negativos, para os setores empresarial e público, indicam que as mudanças sanarão diversas pontos, principalmente no tocante ao ICMS. Serão também obtidos avanços no tratamento diferenciado aos pequenos negócios, como inclusão de novas categorias e medidas de desburocratização, que também facilitam a baixa de registros.
Parece-me da maior relevância social e econômica a criação da figura do micro empreendedor individual. O MEI, como é chamado, pode formalizar um negócio com faturamento bruto anual de até R$ 36 mil, tendo apenas um empregado. É esse um excepcional estímulo ao início de pequenas empresas, pois os recolhimentos tributários são muito baixos, em um valor fixo e com pagamento extremamente simplificado, por meio de carnet ou na conta de luz. Carga tributária adequada e simplificação de recolhimento combinam com formalização. Esta, com cidadania dos empreendedores e dos trabalhadores, que têm preservados todos os seus direitos.
A parte de tributação também está contemplada no projeto. Possivelmente, nessa questão, os maiores benefícios à pequena empresa virão da possibilidade de inclusão de grandes empresas na sua carteira de clientes. Será corrigida uma perversa distorção, pois a Lei Geral, no seu formato atual, impede que as optantes do Simples Nacional transfiram às compradoras os créditos de ICMS gerados nessas transações. Logicamente, afastando de sua clientela as grandes empresas. As optantes pelo Simples também terão direito à compensação de diferenças de alíquotas, sendo descontado do percentual incidente sobre as operações de vendas ao consumidor, aquele já pago pela empresa no momento da aquisição da mercadoria em outros Estados.
Há diversos outros aspectos positivos na legislação que ora está sendo aperfeiçoada. A simples disposição de mudança, demonstrada pela Câmara, já alimenta meu otimismo. Creio que os Senhores Senadores encontrarão a hora certa para discutir esse assunto, que diz respeito a negócios, empregos, cidadania e desenvolvimento. O momento é de busca à perfeição. Mesmo sem alcançá-la, a determinação em persegui-la justifica o apoio de cada brasileiro aos nossos legisladores.
José Ferreira de Melo Neto
Diretor Superintendente do SEBRAE/RN
Deixa-me profundamente otimista esse movimento pelo aperfeiçoamento da Lei Geral, já percorrendo os trâmites finais para sua apreciação pelo Senado Federal, em cujo plenário se encontra desde o dia 28 último. As várias demonstrações de apoio, expressas pelos senadores, não deixam dúvidas sobre a proximidade de uma nova legislação favorável à pequena empresa.
O projeto em causa foi influenciado por inúmeras manifestações empresariais, que apontavam lacunas e incoerências na legislação. (Aqui mesmo no Rio Grande do Norte houve casos de segmentos econômicos que tiveram sua carga tributária majorada após a vigência do Simples Nacional, distorção corrigida posteriormente por um Decreto Governamental.) Estudos técnicos realizados durante o primeiro ano de vigência da lei, e o monitoramento dos seus impactos, positivos e negativos, para os setores empresarial e público, indicam que as mudanças sanarão diversas pontos, principalmente no tocante ao ICMS. Serão também obtidos avanços no tratamento diferenciado aos pequenos negócios, como inclusão de novas categorias e medidas de desburocratização, que também facilitam a baixa de registros.
Parece-me da maior relevância social e econômica a criação da figura do micro empreendedor individual. O MEI, como é chamado, pode formalizar um negócio com faturamento bruto anual de até R$ 36 mil, tendo apenas um empregado. É esse um excepcional estímulo ao início de pequenas empresas, pois os recolhimentos tributários são muito baixos, em um valor fixo e com pagamento extremamente simplificado, por meio de carnet ou na conta de luz. Carga tributária adequada e simplificação de recolhimento combinam com formalização. Esta, com cidadania dos empreendedores e dos trabalhadores, que têm preservados todos os seus direitos.
A parte de tributação também está contemplada no projeto. Possivelmente, nessa questão, os maiores benefícios à pequena empresa virão da possibilidade de inclusão de grandes empresas na sua carteira de clientes. Será corrigida uma perversa distorção, pois a Lei Geral, no seu formato atual, impede que as optantes do Simples Nacional transfiram às compradoras os créditos de ICMS gerados nessas transações. Logicamente, afastando de sua clientela as grandes empresas. As optantes pelo Simples também terão direito à compensação de diferenças de alíquotas, sendo descontado do percentual incidente sobre as operações de vendas ao consumidor, aquele já pago pela empresa no momento da aquisição da mercadoria em outros Estados.
Há diversos outros aspectos positivos na legislação que ora está sendo aperfeiçoada. A simples disposição de mudança, demonstrada pela Câmara, já alimenta meu otimismo. Creio que os Senhores Senadores encontrarão a hora certa para discutir esse assunto, que diz respeito a negócios, empregos, cidadania e desenvolvimento. O momento é de busca à perfeição. Mesmo sem alcançá-la, a determinação em persegui-la justifica o apoio de cada brasileiro aos nossos legisladores.
José Ferreira de Melo Neto
Diretor Superintendente do SEBRAE/RN
domingo, 31 de agosto de 2008
Conhecer e Tratar com Pessoas precisa Habilidade, não é para qualquer um
Durante minha vida profissional, eu topei com algumas figuras cujo sucesso surpreende muita gente.
Figuras sem um vistoso currículo acadêmico, sem um grande diferencial técnico, sem muito networking ou marketing pessoal. Figuras como o Raul. Eu conheço o Raul desde os tempos da faculdade. Na época, nós tínhamos um colega de classe, o Pena, que era um gênio. Na hora de fazer um trabalho em grupo, todos nós queríamos cair no grupo do Pena, porque o Pena fazia tudo sozinho. Ele escolhia o tema, pesquisava os livros, redigia muito bem e ainda desenhava a capa do trabalho - com tinta Nanquim. Já o Raul, nem dava palpite. Ficava ali num canto, dizendo que seu papel no grupo era um só, apoiar o Pena. Qualquer coisa que o Pena precisasse, o Raul já estava providenciando, antes que o Pena concluísse a frase. Deu no que deu. O Pena se formou em primeiro lugar na nossa turma. E o resto de nós passou meio na carona do Pena - que, além de nos dar uma colher de chá nos trabalhos, ainda permitia que a gente colasse dele nas provas.
No dia da formatura, o diretor da escola chamou o Pena de "paradigma do estudante que enobrece esta instituição de ensino". E o Raul ali, na terceira fila, só aplaudindo. Dez anos depois, o Pena era a estrela da área de planejamento de uma multinacional.
Brilhante como sempre, ele fazia admiráveis projeções estratégicas de cinco e dez anos.
E quem era o chefe do Pena? O Raul.
E como é que o Raul tinha conseguido chegar àquela posição?
Ninguém na empresa sabia explicar direito. O Raul vivia repetindo que tinha subordinados melhores do que ele, e ninguém ali parecia discordar de tal afirmação. Além disso, o Raul continuava a fazer o que fazia na escola, ele apoiava.
Alguém tinha um problema? Era só falar com o Raul que o Raul dava um jeito.
Meu último contato com o Raul foi há um ano. Ele havia sido transferido para Miami, onde fica a sede da empresa.
Quando conversou comigo, o Raul disse que havia ficado surpreso com o convite. Porque, ali na matriz, o mais burrinho já tinha sido astronauta.
E eu perguntei ao Raul qual era a função dele. Pergunta inócua, porque eu já sabia a resposta.
O Raul apoiava. Direcionava daqui, facilitava dali, essas coisas que, na teoria, ninguém precisaria mandar um brasileiro até Miami para fazer.
Foi quando, num evento em São Paulo , eu conheci o Vice-presidente de recursos humanos da empresa do Raul.
E ele me contou que o Raul tinha uma habilidade de valor inestimável:... ele entendia de gente.
Entendia tanto que não se preocupava em ficar à sombra dos próprios subordinados para fazer com que eles se sentissem melhor, e fossem mais produtivos.
E, para me explicar o Raul, o vice-presidente citou Samuel Butler, que eu não sei ao certo quem foi, mas que tem uma frase ótima: "Qualquer tolo pode pintar um quadro, mas só um gênio consegue vendê-lo".
Essa era a habilidade aparentemente simples que o Raul tinha, de facilitar as relações entre as pessoas.
Perto do Raul, todo comprador normal se sentia um expert, e todo pintor comum, um gênio.
Essa era a principal competência dele.
"Há grandes Homens que fazem com que todos se sintam pequenos.
Mas, o verdadeiro Grande Homem é aquele que faz com que todos se sintam Grandes."
Max Gehringer
Consultor de Empresas
Figuras sem um vistoso currículo acadêmico, sem um grande diferencial técnico, sem muito networking ou marketing pessoal. Figuras como o Raul. Eu conheço o Raul desde os tempos da faculdade. Na época, nós tínhamos um colega de classe, o Pena, que era um gênio. Na hora de fazer um trabalho em grupo, todos nós queríamos cair no grupo do Pena, porque o Pena fazia tudo sozinho. Ele escolhia o tema, pesquisava os livros, redigia muito bem e ainda desenhava a capa do trabalho - com tinta Nanquim. Já o Raul, nem dava palpite. Ficava ali num canto, dizendo que seu papel no grupo era um só, apoiar o Pena. Qualquer coisa que o Pena precisasse, o Raul já estava providenciando, antes que o Pena concluísse a frase. Deu no que deu. O Pena se formou em primeiro lugar na nossa turma. E o resto de nós passou meio na carona do Pena - que, além de nos dar uma colher de chá nos trabalhos, ainda permitia que a gente colasse dele nas provas.
No dia da formatura, o diretor da escola chamou o Pena de "paradigma do estudante que enobrece esta instituição de ensino". E o Raul ali, na terceira fila, só aplaudindo. Dez anos depois, o Pena era a estrela da área de planejamento de uma multinacional.
Brilhante como sempre, ele fazia admiráveis projeções estratégicas de cinco e dez anos.
E quem era o chefe do Pena? O Raul.
E como é que o Raul tinha conseguido chegar àquela posição?
Ninguém na empresa sabia explicar direito. O Raul vivia repetindo que tinha subordinados melhores do que ele, e ninguém ali parecia discordar de tal afirmação. Além disso, o Raul continuava a fazer o que fazia na escola, ele apoiava.
Alguém tinha um problema? Era só falar com o Raul que o Raul dava um jeito.
Meu último contato com o Raul foi há um ano. Ele havia sido transferido para Miami, onde fica a sede da empresa.
Quando conversou comigo, o Raul disse que havia ficado surpreso com o convite. Porque, ali na matriz, o mais burrinho já tinha sido astronauta.
E eu perguntei ao Raul qual era a função dele. Pergunta inócua, porque eu já sabia a resposta.
O Raul apoiava. Direcionava daqui, facilitava dali, essas coisas que, na teoria, ninguém precisaria mandar um brasileiro até Miami para fazer.
Foi quando, num evento em São Paulo , eu conheci o Vice-presidente de recursos humanos da empresa do Raul.
E ele me contou que o Raul tinha uma habilidade de valor inestimável:... ele entendia de gente.
Entendia tanto que não se preocupava em ficar à sombra dos próprios subordinados para fazer com que eles se sentissem melhor, e fossem mais produtivos.
E, para me explicar o Raul, o vice-presidente citou Samuel Butler, que eu não sei ao certo quem foi, mas que tem uma frase ótima: "Qualquer tolo pode pintar um quadro, mas só um gênio consegue vendê-lo".
Essa era a habilidade aparentemente simples que o Raul tinha, de facilitar as relações entre as pessoas.
Perto do Raul, todo comprador normal se sentia um expert, e todo pintor comum, um gênio.
Essa era a principal competência dele.
"Há grandes Homens que fazem com que todos se sintam pequenos.
Mas, o verdadeiro Grande Homem é aquele que faz com que todos se sintam Grandes."
Max Gehringer
Consultor de Empresas
sábado, 23 de agosto de 2008
Lançamento do Guia do Candidato Empreendedor 2008 em Assú/RN
Os candidatos à prefeito e vice-prefeito tiveram a oportunidade de apresentarem as suas propostas voltadas para o empreendedorismo.
* Foto de Jean Lopes
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
Passe esta atitude à diante
Na correria do dia a dia temos convivido com um inimigo pouco visível, que corrói as regras básicas do convívio social: a falta de gentileza. A boa educação está cada vez mais banalizada e as pessoas, principalmente os jovens, muitas vezes se envergonham de ser gentis, respeitosas e amáveis com as outras.
Expressões como “Muito obrigado”, “Por favor”, “Com licença” e “Desculpe” estão praticamente banidas do vocabulário das pessoas, que acham que não há tempo para “frescuras”, como costumam classificar as boas maneiras no relacionamento interpessoal.
Cruzar com um desconhecido, ou até mesmo com um colega de trabalho ou um vizinho sem cumprimentá-lo, é algo corriqueiro, pois as pessoas nem percebem a importância de se desejar um “bom dia”, “boa tarde” ou “boa noite”. Cumprimentar o motorista e o cobrador ao entrar num ônibus, um zelador de um prédio ou um operador de caixa de um supermercado, faz toda a diferença na forma de como estas pessoas lhes atendem.
Atitudes simples, como abrir uma porta de um restaurante ou de um banco e segurá-la para que um desconhecido entre, é uma cena rara e, quando acontece, não há qualquer tipo de agradecimento. Abrir a porta do carro para uma senhora entrar é “coisa do povo antigo”. Reduzir a velocidade para permitir que um motorista entre numa via pública movimentada, nem pensar. Ninguém nunca tem tempo para “deixar” alguém, que nunca viu antes, passar à frente.
É lamentável que o ser humano esteja perdendo a capacidade de respeitar e preservar as boas regras do convívio social. Tratar mal, respondendo grosseiramente a alguém, é fato tão corriqueiro que as pessoas, na maioria das vezes, nem percebem o quanto foram indelicadas.
Li num jornal de Mossoró (RN) que uma escola daquela cidade está desenvolvendo um projeto, que envolve alunos, funcionários e familiares, para o resgate de atitudes simples como pedir desculpas, agradecer e pedir “Por favor”. Acredito que este é o caminho e que as crianças podem contribuir muito para reverter esta situação de falta de respeito ao próximo.
Mas é preciso contaminar toda a sociedade com o “vírus da gentileza”, como está fazendo uma rede de cinema de um dos shoppings de Natal, que lançou uma campanha concedendo desconto de 50% no ingresso, no ato da compra, ao cliente que der um sorriso ao caixa da bilheteria, neste mês de agosto. Parece pouco, mas o simples gesto de sorrir para alguém já é uma atitude de cortesia.Não podemos perder de vista nossos filhos, que acham que tudo que a gente faz não passa de obrigação de pai e mãe. Temos que ensiná-los a reconhecer o esforço e a agradecer os favores que lhes fazemos no dia a dia, por mais triviais que sejam. Acho que a família é a base de tudo para a construção de bons relacionamentos. Por gentileza, passe esta atitude à diante.
Alberto Coutinho
Jornalista - SEBRAE/RN
Expressões como “Muito obrigado”, “Por favor”, “Com licença” e “Desculpe” estão praticamente banidas do vocabulário das pessoas, que acham que não há tempo para “frescuras”, como costumam classificar as boas maneiras no relacionamento interpessoal.
Cruzar com um desconhecido, ou até mesmo com um colega de trabalho ou um vizinho sem cumprimentá-lo, é algo corriqueiro, pois as pessoas nem percebem a importância de se desejar um “bom dia”, “boa tarde” ou “boa noite”. Cumprimentar o motorista e o cobrador ao entrar num ônibus, um zelador de um prédio ou um operador de caixa de um supermercado, faz toda a diferença na forma de como estas pessoas lhes atendem.
Atitudes simples, como abrir uma porta de um restaurante ou de um banco e segurá-la para que um desconhecido entre, é uma cena rara e, quando acontece, não há qualquer tipo de agradecimento. Abrir a porta do carro para uma senhora entrar é “coisa do povo antigo”. Reduzir a velocidade para permitir que um motorista entre numa via pública movimentada, nem pensar. Ninguém nunca tem tempo para “deixar” alguém, que nunca viu antes, passar à frente.
É lamentável que o ser humano esteja perdendo a capacidade de respeitar e preservar as boas regras do convívio social. Tratar mal, respondendo grosseiramente a alguém, é fato tão corriqueiro que as pessoas, na maioria das vezes, nem percebem o quanto foram indelicadas.
Li num jornal de Mossoró (RN) que uma escola daquela cidade está desenvolvendo um projeto, que envolve alunos, funcionários e familiares, para o resgate de atitudes simples como pedir desculpas, agradecer e pedir “Por favor”. Acredito que este é o caminho e que as crianças podem contribuir muito para reverter esta situação de falta de respeito ao próximo.
Mas é preciso contaminar toda a sociedade com o “vírus da gentileza”, como está fazendo uma rede de cinema de um dos shoppings de Natal, que lançou uma campanha concedendo desconto de 50% no ingresso, no ato da compra, ao cliente que der um sorriso ao caixa da bilheteria, neste mês de agosto. Parece pouco, mas o simples gesto de sorrir para alguém já é uma atitude de cortesia.Não podemos perder de vista nossos filhos, que acham que tudo que a gente faz não passa de obrigação de pai e mãe. Temos que ensiná-los a reconhecer o esforço e a agradecer os favores que lhes fazemos no dia a dia, por mais triviais que sejam. Acho que a família é a base de tudo para a construção de bons relacionamentos. Por gentileza, passe esta atitude à diante.
Alberto Coutinho
Jornalista - SEBRAE/RN
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
Comércio Justo
Costumo afirmar que o alcance do desenvolvimento sustentável pela via dos negócios deve estar assentado em quatro pilares: gestão, tecnologia, mercado e crédito. Qualquer empreendimento deve ser administrado com profissionalismo, tendo por base um cuidadoso planejamento. A produção de um bem ou de um serviço, ao incorporar processos compatíveis com alta produtividade e qualidade, assegura a competitividade no mercado, arduamente buscada pela empresa. Já o crédito é o motor que dá a partida e mantém em funcionamento qualquer atividade produtiva.
Neste canto de página que venho ocupando semanalmente, testando a paciência de alguns, tenho dado ênfase ao mercado. Não é sem propósito que insisto no tema. De muito pouco valerá produzir com a máxima qualidade e eficácia, inclusive no equacionamento de custos, se o mercado não for demandante e não estiver acessível. A demanda é que manda.
A abertura de mercado para a pequena empresa é vista pelo SEBRAE como um ponto inarredável, um caminho natural que gera resultados econômicos e sociais relevantes. Esse é o caso do movimento Comércio Justo ('Fair Trade), baseado no respeito às pessoas e à natureza.
O Comércio Justo nasceu na Europa, há cerca de 25 anos. Àquela época (não é tão diferente agora!) os países do hemisfério norte, ricos e industrializados, usavam como matéria-prima produtos primários sem agregação de valor, adquiridos a preço vil a países do cone sul, pobres e com indústrias incipientes. O fosso entre ricos e pobres se alargava cada vez mais à medida que os preços dos bens industrializados subiam, contrastando com as freqüentes quebras de safra dos bens primários, até mesmo por questões climáticas. Para pequenos produtores a situação era dramática, chegando a ameaçar sua sobrevivência. As dificuldades vinham da falta de capital que desse suporte às crises, e da dependência a atravessadores. Os menores lucros ficavam para o produtor rural.
A reação às injustiças e ao desequilíbrio social decorrentes do comércio internacional resultou na criação do Comércio Justo. Mas, para que os produtores consigam vender o maior volume possível a um preço justo, é necessário que o consumidor acredite que o preço pago irá beneficiar diretamente àquele produtor. Essa confiança tem por base um selo de certificação, que garante, além dos requisitos de qualidade do produto, a destinação de parte do valor pago pelo comprador a melhorias econômicas, sociais e ambientais da região produtora. São bônus destinados à concessão de crédito a juros mais baixos, melhoria de escolas, centros de saúde, saneamento e tratamento de resíduos.
Hoje o movimento está difundido praticamente em todo o planeta. Em busca de justiça o consumidor consciente aceita pagar mais por um produto que agrega responsabilidade social. Na Europa o Comércio Justo movimenta por ano cerca de U$ 230 bilhões, e as “Lojas do Mundo” concentram cerca de 80% de suas vendas em produtos certificados. Embora no Brasil haja falta de dados estatísticos, é notório o crescente interesse pelo tema.
Começamos a trabalhar em Comércio Justo prospectando compradores internacionais que viessem participar de Rodadas de Negócios, na Expofruit, em Mossoró. O potencial de mercado com demanda insatisfeita para produtos com certificação Fair Trade foi identificado, e, como os princípios norteadores das relações comerciais em Comércio Justo são amplamente defendidos pelo SEBRAE, logo intensificamos nossas ações nessa área. Resultados práticos estão sendo obtidos. O melão produzido na localidade Pau Branco, em Mossoró, já foi analisado e considerado de excelente qualidade, um passo em direção à certificação e à inserção no comércio internacional. São pequenas iniciativas, é verdade. Mas, isentas de assistencialismo ou paternalismo, seu fortalecimento seria uma bela homenagem à antropóloga Ruth Cardoso.
José Ferreira de Melo Neto
Diretor Superintendente do SEBRAE/RN
Neste canto de página que venho ocupando semanalmente, testando a paciência de alguns, tenho dado ênfase ao mercado. Não é sem propósito que insisto no tema. De muito pouco valerá produzir com a máxima qualidade e eficácia, inclusive no equacionamento de custos, se o mercado não for demandante e não estiver acessível. A demanda é que manda.
A abertura de mercado para a pequena empresa é vista pelo SEBRAE como um ponto inarredável, um caminho natural que gera resultados econômicos e sociais relevantes. Esse é o caso do movimento Comércio Justo ('Fair Trade), baseado no respeito às pessoas e à natureza.
O Comércio Justo nasceu na Europa, há cerca de 25 anos. Àquela época (não é tão diferente agora!) os países do hemisfério norte, ricos e industrializados, usavam como matéria-prima produtos primários sem agregação de valor, adquiridos a preço vil a países do cone sul, pobres e com indústrias incipientes. O fosso entre ricos e pobres se alargava cada vez mais à medida que os preços dos bens industrializados subiam, contrastando com as freqüentes quebras de safra dos bens primários, até mesmo por questões climáticas. Para pequenos produtores a situação era dramática, chegando a ameaçar sua sobrevivência. As dificuldades vinham da falta de capital que desse suporte às crises, e da dependência a atravessadores. Os menores lucros ficavam para o produtor rural.
A reação às injustiças e ao desequilíbrio social decorrentes do comércio internacional resultou na criação do Comércio Justo. Mas, para que os produtores consigam vender o maior volume possível a um preço justo, é necessário que o consumidor acredite que o preço pago irá beneficiar diretamente àquele produtor. Essa confiança tem por base um selo de certificação, que garante, além dos requisitos de qualidade do produto, a destinação de parte do valor pago pelo comprador a melhorias econômicas, sociais e ambientais da região produtora. São bônus destinados à concessão de crédito a juros mais baixos, melhoria de escolas, centros de saúde, saneamento e tratamento de resíduos.
Hoje o movimento está difundido praticamente em todo o planeta. Em busca de justiça o consumidor consciente aceita pagar mais por um produto que agrega responsabilidade social. Na Europa o Comércio Justo movimenta por ano cerca de U$ 230 bilhões, e as “Lojas do Mundo” concentram cerca de 80% de suas vendas em produtos certificados. Embora no Brasil haja falta de dados estatísticos, é notório o crescente interesse pelo tema.
Começamos a trabalhar em Comércio Justo prospectando compradores internacionais que viessem participar de Rodadas de Negócios, na Expofruit, em Mossoró. O potencial de mercado com demanda insatisfeita para produtos com certificação Fair Trade foi identificado, e, como os princípios norteadores das relações comerciais em Comércio Justo são amplamente defendidos pelo SEBRAE, logo intensificamos nossas ações nessa área. Resultados práticos estão sendo obtidos. O melão produzido na localidade Pau Branco, em Mossoró, já foi analisado e considerado de excelente qualidade, um passo em direção à certificação e à inserção no comércio internacional. São pequenas iniciativas, é verdade. Mas, isentas de assistencialismo ou paternalismo, seu fortalecimento seria uma bela homenagem à antropóloga Ruth Cardoso.
José Ferreira de Melo Neto
Diretor Superintendente do SEBRAE/RN
terça-feira, 5 de agosto de 2008
Entender é Preciso
Navegar é preciso; viver não é preciso. Parafraseando o imortal Fernando Pessoa ouso inferir que Entender também é preciso. Perplexo, li a reportagem ontem publicada neste jornal sob o título “Prefeituras do RN ainda resistem à Lei Geral”. Perplexo e angustiado. Perplexidade, pois discordo dos argumentos do Presidente da Federação dos Municípios sobre essa lei. Angústia, pois me pareceu que o SEBRAE não tem conseguido explicar a Lei Geral às Prefeituras, ou pelo menos ao seu representante maior. Explicamos mal ou elas não souberam entender? Deixo ao leitor a conclusão.
Foi longa e repleta de obstáculos a batalha pela aprovação e implementação da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa. Sob número 123, ela vigora desde a data de sua publicação, em 15 de dezembro de 2006. Mas seu capítulo tributário, que tem reflexos diretos sobre as finanças das empresas que nela se enquadraram, somente teve vigência a partir de 1º de julho do ano passado.
Este foi, na verdade, o passo inicial para o cumprimento do preceito constitucional que determina, em seu artigo 179, à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, um tratamento jurídico diferenciado para o segmento das micro e pequenas empresas. Incentivadas por uma legislação que simplifica, reduz ou elimina suas obrigações administrativas, tributárias, previdenciárias e creditícias, os empreendimentos podem se dedicar à produção de bens e serviços, sua verdadeira vocação. A criação de um ambiente favorável aos negócios resulta no crescimento da produção, que gera renda, que possibilita o consumo, que aumenta a demanda e novamente incentiva a produção. É esse o círculo virtuoso que leva ao desenvolvimento sustentável, que todos nós almejamos.
Quando uma empresa se enquadra na Lei Geral e opta pelo regime do Super Simples, passa a recolher em uma só guia os seguintes tributos: IRPJ, IPI,CSLL, COFINS, PIS/Pasep, INSS, ICMS e ISS. Como essa sistemática vigora há quase um ano, eu e toda a torcida do Flamengo podemos afirmar, sem sombra de dúvida, que a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa não causa queda de arrecadação. Nem para a Nação, nem para os Estados, nem para os Municípios. Vejo mesmo uma incoerência nos argumentos do Presidente da FEMURN quando afirma: “Os prefeitos lutam para arrecadar recursos e não vão aderir a uma lei com a qual venham a perder”. Desculpe-me, senhor Presidente, mas, para essa afirmação, digo que entender também é preciso. Se 95% da arrecadação do município sob sua administração é oriundo do FPM, os efeitos da Lei Geral já acontecem em 95% das receitas. Que são recolhidas pelo Governo Federal por força de uma Lei que abrange todo o território nacional.
Essa é a origem da minha angústia. Se o SEBRAE não conseguiu convencer o Presidente da FEMURB, parceiro de tantas jornadas, precisa mudar a sua estratégia e explicar melhor a essência da Lei. Reafirmo, pois, que esta instituição está à disposição dos Senhores Prefeitos e de seus assessores. Juntos, poderemos simular as repercussões tributárias de uma legislação municipal que os senhores se disponham a formular.
Na verdade a parcela reservada à atuação municipal prende-se basicamente a aspectos complementares da lei, que trazem benefícios diretos aos munícipes. Como a simplificação de procedimentos ou as compras governamentais, que deixam no município os recursos gastos pela Prefeitura. A maior variedade e qualidade da merenda escolar, por exemplo, é quase um detalhe, mas importantíssimo para o cidadão, o empresário ou os pais dos alunos da rede pública. Que produzem, compram, vendem, habitam e vivem no município. E lá escolhem seus dirigentes.
Entender também é preciso. Entender que o eleitor deseja empregos, renda e salários. Entender que fomentar negócios é ajudar pessoas a progredirem. Entender que a Lei Geral deve ser uma bandeira defendida pelos candidatos às próximas eleições.
José Ferreira de Melo Neto
Diretor Superintendente do SEBRAE/RN
Publicado no jornal Diário de Natal – julho de 2008
Foi longa e repleta de obstáculos a batalha pela aprovação e implementação da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa. Sob número 123, ela vigora desde a data de sua publicação, em 15 de dezembro de 2006. Mas seu capítulo tributário, que tem reflexos diretos sobre as finanças das empresas que nela se enquadraram, somente teve vigência a partir de 1º de julho do ano passado.
Este foi, na verdade, o passo inicial para o cumprimento do preceito constitucional que determina, em seu artigo 179, à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, um tratamento jurídico diferenciado para o segmento das micro e pequenas empresas. Incentivadas por uma legislação que simplifica, reduz ou elimina suas obrigações administrativas, tributárias, previdenciárias e creditícias, os empreendimentos podem se dedicar à produção de bens e serviços, sua verdadeira vocação. A criação de um ambiente favorável aos negócios resulta no crescimento da produção, que gera renda, que possibilita o consumo, que aumenta a demanda e novamente incentiva a produção. É esse o círculo virtuoso que leva ao desenvolvimento sustentável, que todos nós almejamos.
Quando uma empresa se enquadra na Lei Geral e opta pelo regime do Super Simples, passa a recolher em uma só guia os seguintes tributos: IRPJ, IPI,CSLL, COFINS, PIS/Pasep, INSS, ICMS e ISS. Como essa sistemática vigora há quase um ano, eu e toda a torcida do Flamengo podemos afirmar, sem sombra de dúvida, que a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa não causa queda de arrecadação. Nem para a Nação, nem para os Estados, nem para os Municípios. Vejo mesmo uma incoerência nos argumentos do Presidente da FEMURN quando afirma: “Os prefeitos lutam para arrecadar recursos e não vão aderir a uma lei com a qual venham a perder”. Desculpe-me, senhor Presidente, mas, para essa afirmação, digo que entender também é preciso. Se 95% da arrecadação do município sob sua administração é oriundo do FPM, os efeitos da Lei Geral já acontecem em 95% das receitas. Que são recolhidas pelo Governo Federal por força de uma Lei que abrange todo o território nacional.
Essa é a origem da minha angústia. Se o SEBRAE não conseguiu convencer o Presidente da FEMURB, parceiro de tantas jornadas, precisa mudar a sua estratégia e explicar melhor a essência da Lei. Reafirmo, pois, que esta instituição está à disposição dos Senhores Prefeitos e de seus assessores. Juntos, poderemos simular as repercussões tributárias de uma legislação municipal que os senhores se disponham a formular.
Na verdade a parcela reservada à atuação municipal prende-se basicamente a aspectos complementares da lei, que trazem benefícios diretos aos munícipes. Como a simplificação de procedimentos ou as compras governamentais, que deixam no município os recursos gastos pela Prefeitura. A maior variedade e qualidade da merenda escolar, por exemplo, é quase um detalhe, mas importantíssimo para o cidadão, o empresário ou os pais dos alunos da rede pública. Que produzem, compram, vendem, habitam e vivem no município. E lá escolhem seus dirigentes.
Entender também é preciso. Entender que o eleitor deseja empregos, renda e salários. Entender que fomentar negócios é ajudar pessoas a progredirem. Entender que a Lei Geral deve ser uma bandeira defendida pelos candidatos às próximas eleições.
José Ferreira de Melo Neto
Diretor Superintendente do SEBRAE/RN
Publicado no jornal Diário de Natal – julho de 2008
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