segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Confira algumas dicas para cortar os custos

A maior parte dos micro e pequenos empreendedores não possui um mecanismo de rotina para avaliar e medir os custos e despesas reais da empresa. Isso dificulta a gestão e a tomada de decisões no momento certo. Seja por puro desconhecimento desses conceitos e técnicas ou por considerarem estes controles muito trabalhosos e burocráticos, empresários acabam ficando sem saber qual a verdadeira situação financeira do seu negócio.

Os mecanismos de controle finaceiro podem ser especialmente úteis na hora de cortar despesas. O autor do best seller norte-americano Dobre seus lucros, Bob Fifer, tem ótimas dicas para enxugar os custos e, com isso, aumentar seus lucros. Confira algumas delas a seguir.

Mais dinheiro


1. Comece pelos fornecedores
A melhor maneira de começar a diminuir as despesas é negociar na hora das compras, e ao mesmo tempo dimensionar corretamente qual o volume que será comprado e estocado. Isso permite mais rapidez de giro e é essencial para manter o caixa equilibrado. Por isso, não deixe as negociações nas mãos somente dos encarregados das compras.

2. Eleja um vilão
Alguém tem que ser “chato”. Pode ser o presidente da empresa, um funcionário escolhido para fazer isso, ou até um consultor especialmente contratado para a função. Essa pessoa fará o trabalho de avaliar minuciosamente o custo de cada operação e cada item comprado, principalmente aqueles com maior volume, e definir limites aos preços cobrados pelos fornecedores.

3. Organize concorrências
Quando for adquirir os itens que pesam mais no caixa da empresa, promova uma concorrência entre os fornecedores pelo menos uma vez por ano. Se você simplesmente disser a cada um deles que está fazendo uma concorrência, o efeito é o mesmo.

4. Esgote seus estoques
Estabeleça um padrão para os pedidos conforme o estoque, para que as compras sejam feitas somente quando o estoque for o mais baixo possível. Isso vale para suprimentos de escritório, matéria-prima ou mercadorias para venda. É muito comum encomendar mais do que o necessário, por precaução. Isso enfraquece o fluxo de caixa.

5. Reconsidere os gastos com equipamentos
Antes de trocar os computadores, não pense duas vezS três. Certifique-se de que a troca é mesmo uma necessidade. O investimento pode não justificar o resultado.

6. Não desista no primeiro “não”
As recusas dos fornecedores não significam necessariamente um “não” definitivo. Aceitar a primeira resposta negativa em uma negociação é um erro. Se você repetir sua proposta e suas exigências várias vezes, o fornecedor pode acabar cedendo. Convencer o vendedor de que a transação depende do preço vai garantir um bom negócio para você e para sua empresa.

7. Evite reuniões fora da empresa
Reuniões externas demandam um gasto na maior parte das vezes desnecessário. Além disso, afastam funcionários das atividades mais produtivas.

Por: Débora Carrari - Blog dos Empreendedores

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Crescimento do comércio brasileiro em agosto é o maior em 10 anos

Este foi o oitavo mês consecutivo de crescimento na comparação mensal.

Por Agencia Estado


Rio de Janeiro, 14 out (EFE).- As vendas no comércio brasileiro cresceram 2,0% em agosto na comparação com julho e 10,4% frente ao mesmo mês de 2009, o que representa a maior expansão para este mês nos últimos dez anos, informou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado elevou a 11,3% a expansão acumulada das vendas do comércio no varejo nos primeiros oito meses do ano. Já o volume de vendas acumulado nos últimos 12 meses aumentou 10,1% frente ao registrado entre setembro de 2008 e agosto de 2009.

Na comparação com o mesmo mês do ano passado, no entanto, o ritmo de crescimento das vendas em agosto (10,4%) foi inferior ao de julho (11,1%) e ao de junho (11,4%).

Segundo o IBGE, as vendas dos comerciantes brasileiros completaram seu oitavo mês consecutivo de crescimento na comparação com os mesmos meses do ano anterior.

Os analistas do órgão atribuíram o bom desempenho do setor em agosto tanto ao aumento do poder de compra dos trabalhadores brasileiros graças à redução do desemprego e ao reajuste dos salários, quanto à queda da inflação.

Os setores que mais aumentaram suas vendas na comparação com agosto do ano passado foram o de alimentos e bebidas, com expansão de 7,2%; móveis e eletrodomésticos (16,7%); artigos de uso pessoal e doméstico (11,7%); tecidos, confecções e calçados (12,8%) e combustíveis e lubrificantes (8,8%).

Também registraram expansão as vendas dos setores de artigos médicos e de perfumaria (12,5%), material para escritório e informática (24,7%) e livros, periódicos e revistas (13,7%).
O volume de vendas de veículos e peças para automóveis cresceu 19,3% frente a agosto do ano passado, graças às ofertas promovidas pelos comerciantes, ao lançamento de novos modelos e à expansão do crédito para o setor.

Os dados do IBGE confirmam que o crescimento econômico brasileiro, previsto para 7,2% em 2010, vem sendo impulsionado principalmente pelo aumento da demanda interna e pelo forte consumo das famílias.

Tropa de Elite 2 espera faturar mais de R$ 28 milhões na 1ª semana

Filme de José Padilha teve uma renda de 14 milhões de reais apenas no primeiro final de semana de estreia.

























Tropa de Elite 2: 1,3 milhões de pessoas assistiram o filme na primeira semana


Em seu primeiro final de semana de exibição, Tropa de Elite 2 quebrou todos os recordes de bilheteria e público do país. Exibido em mais de 700 salas, o filme de José Padilha atraiu 1,3 milhão de espectadores aos cinemas e gerou uma renda de 14 milhões de reais.


O número é comparável aos dos mais fortes blockbusters americanos. Na lista dos filmes de maior sucesso em suas estréias no Brasil, o filme está atrás apenas de Homem Aranha 3, que atraiu 2,7 milhões de pessoas, seguido de A Era do Gelo 3 (2,5 milhões) e Avatar (1,5 milhão).


A estimativa é que a receita de bilheteria do filme ultrapasse 28 milhões de reais na primeira semana de exibição. Cópias piratas da continuação da história do Capitão Nascimento também já começam a aparecer nas ruas das capitais brasileiras - o cuidado para evitar um vazamento do filme antes da estréia, como aconteceu com a primeira versão do filme, foi redobrado.

A liderança das bilheterias de Tropa de Elite 2 nos cinemas no final de semana foi seguida do filme A Lenda dos Guardiões, que faturou 2,6 milhões de reais, e Comer, Rezae e Amar, com renda de 2,3 milhões de reais. O filme Nosso Lar alcançou receita de 913 mil reais no período.


Por: Tatiana Vaz - Exame.com

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

O caminho do lixo

Entenda como funciona sistema automatizado e sustentável de coleta já usado em 50 países.

Por Rafael Barifouse


1. O lixo é separado (reciclável, orgânico ou dejeto) e colocado em sacos, que são levados a escotilhas instaladas nas ruas. Novos edifícios também podem tê-las internamente. Cores ou adesivos identificam a escotilha adequada para cada tipo de lixo.

2. Em horários pré-programados, válvulas e exaustores criam uma corrente de ar na tubulação. As comportas das escotilhas são abertas para que os sacos caiam na rede, instalada a dois metros e meio abaixo da superfície.

3. Correntes de até 80 km/h transportam os sacos e só um tipo de lixo percorre o tubo em cada momento. Variações na velocidade do ar indicam entupimento. A desobstrução é feita manualmente por um funcionário.

4. Os sacos são transportados até estações de coleta, que atendem a um raio de até dois quilômetros de distância. Lá, eles são armazenados em contêineres de acordo com o tipo de resíduo. Quando um contêiner enche, ele é acoplado a um caminhão e levado para centros de processamento públicos ou privados afastados da cidade, onde é feita a destinação adequada.

5. Vidro, plástico, metal e papel são reciclados. O orgânico pode gerar biogás e abastecer usinas elétricas. O restante é incinerado para gerar energia, ou aterrado. O processo é repetido de três a quatro vezes por dia. Caso uma escotilha fique cheia antes do previsto, sensores alertam a central para realizar coletas extras.

CONTROLE REMOTO
Criado pela companhia sueca Envac, o sistema automatizado é gerenciado a distância por um ou dois funcionários da prefeitura ou de empresa terceirizada

BENEFÍCIOS
Evita que o lixo fique exposto nas ruas. Reduz a necessidade de caminhões de coleta. Diminui a poluição sonora e do ar e alivia o trânsito

CUSTO
A instalação custa entre 1 milhão de euros (um edifício pequeno) e 50 milhões de euros (área residencial de 18 mil habitantes). O sistema, segundo a empresa, reduz de 30% a 40% os gastos com a coleta

APLICAÇÃO
A tecnologia estreou em 1961, em um hospital sueco. Hoje, 120 cidades em 50 países têm alguma versão do sistema. Estocolmo, Londres, Barcelona e Montreal estão implantando redes urbanas completas

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Desafios para o gigante decolar

Por: Renata Moura - Jornal Tribuna do Norte

De dentro das indústrias, ou de fazendas do Rio Grande do Norte, toneladas de produtos saem, por mês, direto para a estrada, com destino á exportação. Uma frota com aproximadamente 14 mil caminhões transporta as mercadorias para o destino final ou para portos e aeroportos de onde serão embarcados para outros estados e países. Entregar os produtos ao
s compradores, sobretudo aos que estão no mercado internacional, tem sido, porém, difícil. E oneroso. O problema é que, com infraestrutura local limitada, os exportadores precisam pagar frete e perder tempo no escoamento. Tem sido assim há anos. E, para que haja mudanças, uma série de desafios precisarão ser vencidos pelo novo governo eleito.

O Aeroporto de São Gonçalo, que deverá começar a funcionar em 2013, terá um terminal de cargas com capacidade para movimentar 13.522 toneladas em 2038

Um dos principais desafios está diretamente ligado ao futuro Aeroporto Internacional de São Gonçalo do Amarante. O empreendimento vem sendo construído há mais de uma década no estado e é visto como potencial impulso à atividade exportadora, entre outras razões, porque abre perspectivas de aterrizarem no estado aeronaves específicas para cargas, o que não ocorre hoje e encarece o transporte dos produtos que seguem para o exterior por via aérea. Sem aeronaves próprias para transportá-los, esses produtos são remetidos para os mercados compradores dentro dos porões das aeronaves que fazem o transporte de passageiros.


A limitação é um empecilho ao transporte de grandes volumes por esse modal. E é uma das razões para que a maior parte das mercadorias produzidas no Rio Grande do Norte seja transportada por rodovias ou por meio de portos, não necessariamente do estado, diz o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas, Sebastião Segundo Dantas. Ele calcula que apenas 2% das mercadorias transportadas por caminhões cargueiros do estado hoje sejam escoadas por via aérea. Por mês, a frota transporta 1 milhão de toneladas ao todo. “Muitos dos produtos vão daqui para portos e aeroportos em Recife ou no Ceará para só depois seguirem para seus destinos. A estrutura no Rio Grande do Norte é pequena para as exportações”, diz Dantas, estimando que o volume exportado por aviões poderia chegar a 30%, 40% do total, dependendo da estrutura e dos custos oferecidos ao exportador.


Como o Aeroporto de São Gonçalo será privatizado, essas “ofertas” dependerão do investidor que receberá a concessão do empreendimento e que irá, além de terminar de construí-lo, administrá-lo por um período estimado em 28 anos. Já é possível imaginar, porém, a estrutura que estará à disposição dos importadores e exportadores.


De acordo com estudos preliminares de engenharia conduzidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o novo aeroporto deverá movimentar, entre importação e exportação, 7.901 toneladas em 2024 e, nesse período, terá um terminal de cargas com área de 3.450 metros quadrados. Para 2038, a projeção é ter uma área de 5.950 metros quadrados e uma movimentação de 13.522 toneladas. “Mas o novo aeroporto em si não resolve nada. Isoladamente, ele não representa uma solução”, diz a diretora da Sociedade Brasileira de Logística (SBL), Karla Motta. Ela observa que “o aeroporto é um ponto de entrada e saída de mercadorias. É o núcleo do projeto, mas no entorno dele é preciso que se implante uma série de equipamentos para viabilizar seu uso”. “É preciso haver equipes preparadas, vias de acesso, empresas de operação logística. Mas também não adianta ter tudo isso se não tiver fluxo de cargas e esse fluxo depende de uma integração desse aeroporto com outros aeroportos de origem e destino dessas cargas. Se não houver essa integração o aeroporto cairá em desuso”, alerta.


Entrevista: Karla Motta - Diretora da Sociedade Brasileira de Logística.


O transporte de cargas por via aérea deverá crescer no Rio Grande do Norte com o Aeroporto de São Gonçalo do Amarante?

Sim, desde que exista prioritariamente a infraestrutura física, a equipe capacitada para as operações, o entorno dotado de operadores, transportadoras e prestadores de serviços, assim como vias de acesso ao Complexo Aeroportuário pelos demais meios de transportes. No entanto, a existência de recursos para o funcionamento do aeroporto não é suficiente para a existência de negócios. O aeroporto só “decolará” se existir uma política que direcione para ele os fluxos de entradas e saídas de cargas internacionais, possibilitando que ele se transforme em um HUB. Para que isto ocorra, é fundamental a articulação com outros terminais aéreos, operadores logísticos, grandes exportadores e importadores mundiais. É preciso que seja elaborado um plano diretor para esta logística, um projeto integrado para que as atividades ocorram a contento. E este projeto precisa de um “dono”, de uma equipe técnica capacitada, designada especialmente para alcançar este objetivo.


Como, na prática, o Aeroporto de São Gonçalo vai melhorar a vida do exportador?

O Complexo Aeroportuário de São Gonçalo do Amarante é projetado com foco no transporte aéreo de cargas, o que alterará completamente a relação entre os exportadores e as empresas de aviação. Haverá aviões dedicados exclusivamente ao transporte de mercadorias, elevando a disponibilidade de espaço e reduzindo os custos de transportes. É preciso captar investidores, como operadores logísticos de grande porte, que se instalem e prestem serviços no entorno. Medidas como a implantação de vias de acesso rodoviário, reativação das ferrovias do Estado e adaptação dos portos estaduais a esta nova realidade favorecerão os fluxos de cargas e os exportadores, que hoje sofrem muito com as restrições infraestruturais.

sábado, 9 de outubro de 2010

Huawei quer vender 1,4 milhão de celulares neste ano

Empresa pretende trazer até dez modelos de celular para o país este ano, além de um tablet com sistema operacional Android.

Por Viviane Maia

A fase “beta” da área de celulares da Huawei chegou ao fim. A empresa especializada em soluções de redes de telecomunicações informou nesta sexta-feira (08/10) que está no mercado de telefonia móvel brasileiro “para valer a partir de agora”.

A companhia já estava presente no mercado no país, principalmente como fornecedora de aparelhos para operadoras, chamado white label. Agora, chegará também ao varejo.

Entre os motivos apontados, além do crescimento do mercado – espera-se que o número de acessos de telefonia móvel no país ultrapassará o total de pessoas - esta a redução da margem de lucro da área de modem.

“A margem vem caindo drasticamente e, por isso, achamos importante apostar oficialmente na área de celulares”, afirma Marcelo Najnudel, gerente de marketing para terminais da Huawei. “Mas não devemos abandonar o segmento de modem”.

A meta da companhia para esse mercado – após sua entrada definitiva – é vender 1,4 milhão de aparelhos ainda neste ano e está apostando no Natal como sua principal estratégia. Para isso, a empresa pretende trazer dez novos modelos de celular para o país até o Natal. Por enquanto, a companhia apresentou hoje apenas quatro celulares e dois modems. Desses aparelhos móveis, dois contam com entrada para dois chips, chamado Dual SIM, que permite ao usuário utilizar duas linhas telefônicas. Os preços no varejo variam de R$ 279 a R$ 369.

Entre os modems, as novidades estão em um produto que conecta até cinco equipamentos simultaneamente à internet 3G por meio de conexão Wi-Fi e outro que transmite imagens de TV digital em alta definição. Ambos chegam no início de novembro pela operadora Vivo e ainda não têm preço definido.

No ano passado, a empresa vendeu 2,2 milhões de modems e espera atingir a marca de 3 milhões de aparelhos de conexão.

Mesmo apostando fortemente no mercado local, Najnudel afirmou que a Huawei não deve optar por fabricar celulares e modems no Brasil. “Não vale a pena. A China se mostra ainda muita vantajosa para a fabricação”.

Android

A Huawei, que faturou US$ 1,2 bilhão no Brasil em 2009, está em negociação com as operadoras para lançar novos aparelhos que rodem com o Android, sistema operacional do Google. “Não podemos deixar de oferecer celulares com esse sistema. A aceitação é muito forte”.

Rodando no mesmo sistema, mais especificamente no Android 2.1, a companhia está lançando um tablet com tela de sete polegadas sensível ao toque, formato de tela 16x9 wide screen e acesso à 3G , que permitirá fazer ligações com ajuda de fone de ouvidos. Além disso, o aparelho conta com uma câmera para fazer videoconferência. No entanto, os fanáticos por tecnologia devem se acalmar. “Não há previsão de quando o tablet será vendido e nem por quanto”, afirma o executivo.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Tarifa entre fixo e celular terá redução de 10% em 2011

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou hoje a redução dos Valores de Comunicação (VC), que são as tarifas de ligações de telefones fixos para celulares e vice-versa, local e longa distância. O Conselho Diretor deliberou a redução de 10% no VC em 2011 e outros 10% em 2012. Nos anos seguintes, a redução será definida pelo modelo de custos que está em análise na agência.

Na prática, o objetivo da Anatel é reduzir também as tarifas de interconexão (VU-M), que são os valores que vigoram pelas ligações de celulares para celulares e de livre pactuação entre as empresas. Isso porque o VC serve de referência para a fixação de preços do VU-M. Hoje o VU-M chega a custar R$ 0,44 por minuto. A proposta será colocada em consulta pública por 30 dias. Também está prevista uma audiência pública para debater a questão.

Por: Karla Mendes - Agência Estado

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Pais com crianças gastam mais no shopping, diz estudo.

Segundo estudo da Abrasce, 44% afirmaram que gastam mais que o esperado quando vão às compras com crianças. Os dados mostram ainda que 26% evitam levar as crianças quando planejam fazer compras maiores.

Casais que vão a shoppings com crianças acabam gastando mais. Essa é uma das conclusões de uma pesquisa divulgada hoje pela Associação Brasileira de Shoppings Centers (Abrasce), sobre os hábitos de compras das famílias. Em um total de 1.295 consumidores entrevistados em shoppings de São Paulo e do Rio de Janeiro, todos acompanhados por crianças, 44% afirmaram que gastam mais que o esperado quando vão às compras com crianças. Os dados mostram ainda que 26% evitam levar as crianças quando planejam fazer compras maiores.

De acordo com o levantamento, 87% dos entrevistados costumam ir ao shopping para passear com as crianças. Oitenta por cento das famílias levam os filhos ao shopping para refeições e 57% fazem compras. Para 48% dos entrevistados, passear no shopping é uma das melhores opções de lazer para a família.

O tempo de permanência no shopping, segundo 46% dos entrevistados, também aumenta quando os casais são acompanhados pelas crianças. O tempo médio de permanência nestes locais, com crianças, é de 3,42 horas. Quando estão sozinhos, os pais ficam 2,29 horas. Além disso, 38% das crianças escolhem as próprias roupas e seus acessórios quando vão às compras.

Planejamento
O estudo mostra ainda que, entre os entrevistados - todos acompanhados por crianças -, 42% planejaram os gastos nos shoppings. Desse porcentual, 96% realmente gastou e 36% excederam o planejado. Em média, 32% dos pais entrevistados, quando acompanhados dos filhos, frequentam shoppings uma vez por mês, sendo que 27% vão uma vez por semana, outros 22% a cada 15 dias e somente 4% deles vão aos centros comerciais com as crianças de duas a três vezes por semana. Sem as crianças, 31% dos pais vão aos shoppings uma vez por mês e 30% uma vez por semana.

A pesquisa, feita em oito shoppings de São Paulo e do Rio de Janeiro, foi realizada pela Ipsos a pedido da Abrasce. Os dados foram apresentados durante o 11º Congresso Internacional de Shoppings Centers e Conferência das Américas, realizado em São Paulo.

Por: Fabrício de Castro - Agencia Estado

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

37% da nova classe média pretende comprar imóvel em breve, diz Ibope

Além disso, 9,5 milhões de pessoas do grupo desejam comprar automóvel. Classe C prefere fazer compras em loja de ruas a comprar em shoppings.

Foco crescente de atenção das empresas, a classe C ainda representa um imenso mercado potencial para a indústria e o mercado imobiliário, indica a pesquisa “Classe C Urbana do Brasil: Somos iguais, Somos Diferentes”, divulgada nesta terça-feira (5) pelo Ibope.

De acordo com o levantamento, 37% da nova classe média pretende comprar um imóvel nos próxmos meses. Além disso, 9,5 milhões de pessoas do grupo desejam comprar um automóvel.

O estudo aponta ainda que a classe C prefere fazer compras em loja de ruas a comprar em shoppings. "As pessoas se sentem mais à vontade do que em shoppings luxuosos. Além disso, o preço do estacionamento em geral é muito caro", diz Dora Câmara, responsável pela pesquisa, que avalia que esse quadro deve mudar nos próximos anos com o crescimento no número de empreendimentos próximos a metrô.

A coleta de dados foi realizada entre os meses de fevereiro de 2009 e janeiro de 2010, em 9 regiões metropolitanas. Cada um dos entrevistados respondeu cerca de 1 mil perguntas.

De acordo com o Ibope, há maior concentração de renda entre R$ 600 e R$ 2.099 entre os entrevistados. Para classificar como classe C, o Ibope usa o critério Brasil de posse de bens, mas não soube informar quais e quantos itens caracterizam essa categoria na pesquisa.

Segundo Dora, a pesquisa aponta que 61% da classe C não quer ter dívidas e planeja os gastos mais do que os mais ricos, porque "não pode errar". "A maioria da classe C quer economizar, mas tem muito acesso a crédito e tem consumido", diz.

"Cerca de 65% da classe C2 planeja bem a compra de produtos caros, porém quando vai ao supermercado, 29% declara ser impulsiva", diz o estudo do Ibope.

Grupos de consumo
O estudo divide a categoria em quatro grupos diferentes em relação ao consumo: racionais (31%), consumistas (29%), personalistas (21%) e conformistas (19%). "As mulheres destacam-se entre as consumistas, para as quais consumir é um ato de autoestima; mas quando trata-se da aquisição de bens duráveis de maior valor a compra é planejada", afirma Dora.

Composta basicamente por jovens, os personalistas são egocêntricos e rejeitam tradições. Os conformistas, diz o Ibope, são na maioria homens, "despojados, descuidados e não dão importância para a aparência".

A autoimagem é importante para essa fatia da população, diz a pesquisadora do Ibope."Uma caracterísica importante é que elas gostam que as pessoas pensem que elas são bem-sucedidas", afirmou.

O levantamento do Ibope foi feito com base nas informações do Target Group Index, estudo do Ibope que analisa mais de 200 categorias de produtos junto a uma amostra de cerca de 20 mil indivíduos entre 12 a 64 anos nas principais regiões metropolitanas do Brasil. De acordo com o instituto, a amostra representa quase metade da população dentro da faixa etária pesquisada.



Fonte: G1 - Economia e Negócios

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Crescer ou permanecer pequeno?

Umas das grandes dúvidas que pairam sobre a cabeça do empreendedor é em relação a hora de expandir o negócio. Devo crescer ou ficar pequeno? A maioria dos empresários, quando questionados, chega a se manifestar a favor do crescimento, afinal, isso significa a materialização do sucesso empresarial, além da possibilidade de ver o lucro crescer.

Mas a realidade é que não se pode pensar em crescer por crescer. Um crescimento mal planejado pode resultar em uma empresa ineficiente, com manutenção cara. O ideal é que o empresário tenha em mente uma estratégia bem clara, depois de avaliar algumas variáveis que podem indicar se é chegado ou não o momento de expandir este negócio.

Uma dessas variáveis que devem ser levadas em consideração é a carga tributária. Até pouco tempo atrás ampliar uma empresa significava para o empreendedor aumentar a carga tributária em cima do negócio, sem, exatamente, proporcionar aumento de lucro. “Ainda existia um mito de que a sonegação fiscal associada à informalidade era mais protegida na empresa pequena. Mas o rigor da fiscalização de hoje já não permite mais a sonegação de impostos seja qual for o porte da empresa”, destaca Reinaldo Messias, consultor do Sebrae-SP.
Uma dica é fazer do contador um assessor contábil para ajustar a receita da empresa à carga tributária adequada.

Outro ponto que merece atenção especial do empresário para decidir se deve ou não aumentar o negócio é analisar o mercado onde está inserido. Principalmente se ele está localizado em uma cidade pequena, com baixo potencial de consumo, se existem concorrentes próximos. Às vezes o local não comporta um aumento no consumo de determinado produto ou serviço e, neste caso, não adianta ampliar loja ou aumentar a produção. Uma dica dos consultores para fazer esta análise é conversar com os fornecedores e grandes compradores de produtos similares aos que são comercializados pela sua empresa. A ideia é tentar descobrir tendências de consumo do que você está oferecendo para adaptar à sua produção. “Com a virtualização dos negócios, o ciclo de vida de alguns produtos tem ficado cada vez mais curto. Isso exige investimento em tecnologia, modernização dos processos, aprimoramento de produtos e serviços. Isso já pode trazer um crescimento de vendas, sem necessariamente ampliar a empresa”, acrescenta Messias.

O investimento no negócio também precisa ser observado no momento da expansão. O empresário deve se perguntar: ‘Quanto eu tenho capacidade de investir frente à lucratividade que posso obter?’ De acordo com o consultor, existe uma matemática básica que precisa ser respeitada: é de praxe que os investimentos feitos no negócio retornem em no máximo 18 meses para que a expansão seja interessante para a empresa. É preciso se perguntar se a saúde financeira da empresa aguenta esperar este período e também analisar as formas existentes de investir: melhoria nas condições do negócio (reforma); aquisição de novos bens (outra loja, mais vitrines, novos maquinários) ou aprimoramento tecnológico da produção (novos produtos e serviços).

Uma questão que o empreendedor também precisa considerar quando decide crescer é a profissionalização da empresa. Ele precisa analisar tendências e cenários futuros, pensar na informatização do negócio, nas questões de responsabilidade social, entre outras práticas empresariais comuns ao dia a dia dos negócios. “Ele precisa estar preparado para delegar funções e soltar um pouco as rédeas sem perder o controle da empresa. A profissionalização também requer contratação de pessoas especializadas e, em algumas situações, estes novos funcionários podem ser mais preparados que o dono da empresa”, comenta Messias. Para enfrentar este novo momento é importante que o empresário esteja aberto a realizar cursos e participar de associações de classe e entidades onde possa trocar experiências sobre o mercado e tipo de negócio que tem.

Além da carga tributária, análise de mercado, investimento e profissionalização da empresa, outra variável a ser pensada pelo empreendedor é a formação de rede, ou seja, estabelecer contatos e parcerias que possam ajudar a dar mais visibilidade ao negócio, sem precisar necessariamente ampliar a estrutura física, fazer investimentos em bens ou adquirir novas lojas. Fidelizar o cliente ou estabelecer parcerias para atingir novos mercados, por exemplo, podem resultar em aumento de vendas e faturamento. Para isso, o empreendedor precisa conhecer bem o mercado em que atua e identificar o perfil do seu cliente e seus hábitos de consumo, para adequar seus produtos e serviços. “Este tipo de informação pode ser acessada por meio de um cadastro inteligente e em contatos com o cliente por meio de um site, blog ou rede social, por exemplo”, ressalta o consultor.

Todo empresário tem o direito de fazer crescer seu empreendimento, como também de manter sua empresa pequena, desde que ela seja lucrativa. É importante lembrar que, independente do porte da empresa, ela precisa ser moderna e competitiva, acompanhando as tendências de negócios para não perder espaço no mercado.

Bellas Escolhas
Bellas, assim mesmo, com a letra L duplicada, e, com o perdão do trocadilho, homens de negócios que levam esta palavra no nome de seus empreendimentos realmente fizeram belas escolhas. Conheça duas histórias diferentes, de quem optou por crescer e de quem preferiu manter a empresa de pequeno porte.

Os irmãos Covizzi, por exemplo, traziam no sangue o espírito empreendedor e, na cultura, o gosto pela boa culinária. Assim nasceu a primeira Bella Capri, pizzaria fundada em 1998 na cidade de Mirassol, interior de São Paulo. O modelo de negócio chamou a atenção de outros empreendedores e a família resolveu ampliar, oferecendo estrutura para franquias. Hoje, dez pizzarias levam a marca. “Meu irmão vendeu a casa para começar o negócio. Ele é apaixonado por culinária italiana e planejou o empreendimento conforme a necessidade da região. Eu entrei cinco anos depois, somando a visão de mercado e experiência em administração. Nesta época, já tínhamos duas filiais e visitamos a feira da Associação Brasileira de Franchising. Foi a inspiração para formatarmos o negócio e lançá-lo no sistema de franquias. Hoje, nas dez pizzarias empregamos aproximadamente 250 pessoas, entre profissionais diretos e prestadores de serviços”, Conta Mário Augusto Covizzi.

No caso de James Torigoe, proprietário da Bella Cafeteria, a opção foi manter o empreendimento pequeno. Com produtos como café de grãos diferenciados,
assados exclusivos, frozen e outros, o charmoso espaço leva ao centro de São Paulo produtos que são encontrados em shopping centers e bairros nobres, por isso, chamou a atenção de empresários do interior e de fora da cidade, que propuseram a ampliação. Torigoe, no entanto, acha que ainda é cedo para crescer, que seu negócio dá tão certo porque se adaptou ao público da região e seus preços são acessíveis. “Abri a cafeteria há nove meses. Tem sido uma experiência ótima, pois consegui adaptar produtos diferenciados para o público que circula no centro da cidade. Apesar das oportunidades que surgiram de ampliação, estou estudando o mercado, quero manter meu negócio pequeno no momento.
Crescer com responsabilidade e planejamento me interessa, mas por enquanto esse formato me proporciona os resultados que idealizei”, comemora.

Assim como apontou o consultor do Sebrae-SP, o professor de estratégia da Fundação Dom Cabral, Luis Lobão, reforça que ambas as opções são válidas e que os empresários não podem temer crescer, comportamento que ele apelida de “Síndrome de Peter Pan”. Analisando os dois casos, Lobão reforça que crescer é normal, é o esperado, mas não é vantagem quando não se tem habilidade do mercado ou há ausência de apoio financeiro. “Se o empreendedor é mergulhador ou colecionador, por exemplo, seu negócio está relacionado ao hobby, nem sempre crescer significa conforto, o importante quando uma oportunidade de crescimento se aproxima é tentar ‘prever o futuro’, ou seja, planejar”, completa.

Jornal de Negócios - SEBRAE/SP