O Índice de Confiança da Indústria fechou fevereiro em 115,8 pontos. Das 1.056 empresas consultadas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) em fevereiro, 31,3% pretendem aumentar o total de pessoal ocupado na empresa
O Índice de Confiança da Indústria (ICI), indicador-síntese da Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação, subiu 1,9% em fevereiro em relação a janeiro, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV). A taxa, que fechou em 115,8 pontos, é bem mais intensa do que a apurada no mês passado, quando o ICI subiu 0,2% ante dezembro de 2009.
De acordo com a FGV, o otimismo dos empresários quanto ao futuro, aliado à satisfação das empresas quanto à situação atual dos negócios foram determinantes para a evolução do indicador. O nível das expectativas do empresariado atingiu, em fevereiro, o maior patamar da série histórica do ICI, iniciada em abril de 1995.
Em seu comunicado, a FGV informou que as previsões das indústrias para os próximos meses são favoráveis em todos os quesitos que tratam do futuro. O destaque ficou por conta das previsões de emprego, que alcançaram o melhor nível desde julho de 1986. Das 1.056 empresas consultadas em fevereiro, 31,3% pretendem aumentar o total de pessoal ocupado na empresa no trimestre fevereiro-abril; e apenas 3,0% preveem demissões.
A FGV informou ainda que o indicador que mede o grau de satisfação das empresas com o ambiente atual dos negócios também ajudou a formar o resultado de elevação do ICI. De acordo com a fundação, a fatia de empresas pesquisadas que avaliam a atual situação dos negócios como boa passou de 35% para 32%, de janeiro para fevereiro.
Mas o porcentual de empresas entrevistadas que consideram como fraco o momento atual de negócios diminuiu em maior magnitude, de 11,5% para 8%, no mesmo período.
De acordo com a FGV, o Nível de Utilização de Capacidade Instalada (Nuci) da indústria com ajuste sazonal alcançou 84% em fevereiro, maior nível que o registrado em janeiro, de 83,8%, na série com ajuste sazonal.
Categorias
Segundo a FGV, o Nuci de fevereiro na série com ajuste é o maior desde outubro de 2008, quando o patamar de uso de capacidade da indústria alcançou 85,1%. A fundação também informou que, entre as categorias de uso, os bens de consumo e os intermediários tiveram ligeiras quedas em seus Nucis de fevereiro.
A entidade não revelou os patamares de utilização de capacidade destes dois segmentos, em fevereiro. Já o nível de uso de capacidade do setor de bens de capital continuou avançando, ao passar de 82% para 82,9%, de janeiro para fevereiro deste ano.
Na série de dados sem ajuste sazonal, o nível de uso de capacidade em fevereiro foi de 83,1%, patamar superior ao apurado em janeiro, quando atingiu 82,1%. (das agências)
EMAIS
METODOLOGIA
- O ICI é um indicador cujo cálculo é baseado em cinco tópicos da Sondagem da Indústria. A partir das respostas destes tópicos, a FGV elabora o resultado do índice dentro de uma escala que vai de 0 a 200 pontos, sendo que o desempenho do indicador é de queda ou de elevação se a pontuação total das respostas fica abaixo ou acima de 100 pontos.
- O ICI é composto por dois indicadores. O primeiro é o Índice da Situação Atual (ISA), que teve alta de 0,7% em fevereiro, em comparação com a alta de 0,6% em janeiro, nos dados atualizados na série com ajuste sazonal.
- O segundo componente do ICI é o Índice de Expectativas (IE), que apresentou aumento de 3,3% em fevereiro, em comparação com a queda de 0,3% no 1º mês do ano.
NÚMEROS
1,9%
É O PERCENTUAL DE AUMENTO DO ÍNDICE DE CONFIANÇA DA INDÚSTRIA (ICI) NO MÊS DE FEVEREIRO, EM RELAÇÃO A JANEIRO DESTE ANO
1.056
EMPRESAS FORAM CONSULTADAS PELA FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS PARA A PESQUISA DO ICI
Fonte: Caderno Negócios Jornal O Povo
domingo, 28 de fevereiro de 2010
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Programa para preenchimento da declaração do IR estará na internet na segunda-feira
Para usar o programa é preciso ter instalado no computador a máquina virtual Java (JVM), versão 1.6 ou superior
O Diário Oficial da União publicou a Instrução Normativa que autoriza o uso do programa multiplataforma (diversos sistemas operacionais) para preenchimento da Declaração de Ajuste Anual do Imposto sobre a Renda Pessoa Física 2010.
A homologação do programa ocorreu no último dia 12, em Salvador. O prazo para a entrega da declaração começa na próxima segunda-feira, quando o programa será liberado na internet, e vai até 30 de abril.
Para usar o programa é preciso ter instalado no computador a máquina virtual Java (JVM), versão 1.6 ou superior. O programa funciona como se fosse outra máquina independente para rodar aplicativos na linguagem de programação conhecida como Java e usada pela Receita Federa ou alguns bancos para os conhecidos teclados virtuais.
Segundo a instrução, o IRPF2010 tem três versões com instaladores específicos, compatíveis com os sistemas operacionais Windows, Linux e MacOS X, além de outros sistemas. A Receita também libera, através da IN, a reprodução livre do programa do imposto de renda em provedores de acesso à internet e outros meios.
A transmissão da declaração deverá ser feita através de outro programa conhecido como Receitanet, já disponível no site da receita.
As novas regras para a declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2010 foram publicadas no Diário Oficial da União no último dia 10. Este ano estão obrigados a declarar os contribuintes que tiveram rendimentos tributáveis superiores a R$ 17.215,08 no ano passado.
No caso dos contribuintes que tiveram rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, ficam obrigados a declarar se esse valor ultrapassar R$ 40.000,00. Se o contribuinte optar pelo desconto simplificado na declaração, o valor limite para usar o modelo ficou em R$ 12.743,63.
A obrigatoriedade da entrega da declaração do imposto de renda para quem tinha patrimônio em dezembro de 2009 acima R$ R$ 300 mil é uma das mudanças este ano divulgadas pela Receita Federal. Antes, o valor inicial era de R$ 80 mil.
Outra mudança é que os contribuintes que entregavam a declaração apenas por sócio de empresa estão livres da declaração, caso não se enquadre nas demais regras de obrigatoriedade.
Em 2010, as deduções continuaram as mesmas, apenas com uma correção de 4,5% em comparação a 2009. Este ano o valor de abatimento por dependente passa para R$ 1.730,40. Os valores a serem descontados globalmente com educação ficaram em R$ 2.708,94. Não há limite para dedução com saúde.
Fonte: Caderno Negócios Jornal O Povo
O Diário Oficial da União publicou a Instrução Normativa que autoriza o uso do programa multiplataforma (diversos sistemas operacionais) para preenchimento da Declaração de Ajuste Anual do Imposto sobre a Renda Pessoa Física 2010.
A homologação do programa ocorreu no último dia 12, em Salvador. O prazo para a entrega da declaração começa na próxima segunda-feira, quando o programa será liberado na internet, e vai até 30 de abril.
Para usar o programa é preciso ter instalado no computador a máquina virtual Java (JVM), versão 1.6 ou superior. O programa funciona como se fosse outra máquina independente para rodar aplicativos na linguagem de programação conhecida como Java e usada pela Receita Federa ou alguns bancos para os conhecidos teclados virtuais.
Segundo a instrução, o IRPF2010 tem três versões com instaladores específicos, compatíveis com os sistemas operacionais Windows, Linux e MacOS X, além de outros sistemas. A Receita também libera, através da IN, a reprodução livre do programa do imposto de renda em provedores de acesso à internet e outros meios.
A transmissão da declaração deverá ser feita através de outro programa conhecido como Receitanet, já disponível no site da receita.
As novas regras para a declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2010 foram publicadas no Diário Oficial da União no último dia 10. Este ano estão obrigados a declarar os contribuintes que tiveram rendimentos tributáveis superiores a R$ 17.215,08 no ano passado.
No caso dos contribuintes que tiveram rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, ficam obrigados a declarar se esse valor ultrapassar R$ 40.000,00. Se o contribuinte optar pelo desconto simplificado na declaração, o valor limite para usar o modelo ficou em R$ 12.743,63.
A obrigatoriedade da entrega da declaração do imposto de renda para quem tinha patrimônio em dezembro de 2009 acima R$ R$ 300 mil é uma das mudanças este ano divulgadas pela Receita Federal. Antes, o valor inicial era de R$ 80 mil.
Outra mudança é que os contribuintes que entregavam a declaração apenas por sócio de empresa estão livres da declaração, caso não se enquadre nas demais regras de obrigatoriedade.
Em 2010, as deduções continuaram as mesmas, apenas com uma correção de 4,5% em comparação a 2009. Este ano o valor de abatimento por dependente passa para R$ 1.730,40. Os valores a serem descontados globalmente com educação ficaram em R$ 2.708,94. Não há limite para dedução com saúde.
Fonte: Caderno Negócios Jornal O Povo
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Famílias brasileiras querem comprar mais
Aumento na renda, acesso ao crédito e estabilidade no emprego são condições que favorecem esse cenário
As famílias brasileiras estão dispostas a consumir mais nos próximos meses. Pesquisa da Confederação Nacional do Comércio divulgada nesta quarta-feira, 24, mostra que, de janeiro para fevereiro deste ano, o índice de Intenção do Consumo das Famílias subiu de 135,5 para 135,8.
Aumento na renda, acesso ao crédito e estabilidade no emprego são condições que favorecem esse cenário, na avaliação do economista da CNC, Fábio Bentes. Componentes do INC, esses indicadores tiveram resultado positivo esse mês. "Em média, as famílias estão otimistas em relação às condições de consumo. Dos sete indicadores que compõem o INC, seis ainda estão bastante distantes do ponto de indiferença."
O destaque positivo é a perspectiva de consumo de bens duráveis, que passou de 140,8 para 150,7 pontos, e o negativo é a avaliação das famílias sobre o consumo atual (de 107,3 para 101,9 pontos). A pesquisa considera insatisfação apenas indicadores abaixo de 100 pontos.
A estimativa do economista da CNC para o primeiro semestre do ano é de aumento das vendas do em relação ao mesmo período de 2009. Há um ano, a economia brasileira sofreu os efeitos da crise internacional. "É um efeito estatístico. Como o primeiro semestre de 2009 foi muito ruim, quando comparamos com o momento atual, podemos imaginar que se criará um distanciamento favorável", previu.
Pentes também avaliou que um dos fatores que podem atrapalhar as projeções positivas para o comércio são as perspectivas de aumento da taxa de juros pelo Banco Central, atualmente em 8,75% ao ano. A medida pode encarecer o crédito. "O único ponto de interrogação é o crédito. Existe uma perspectiva de avanço do juros para conter o que alguns chamam de ´euforia´ do consumo", informou.
Dentre os demais indicadores, a pesquisa da CNC registrou deterioração da avaliação sobre a renda atual (de 146,3 para 143,7 pontos) e pequena queda em relação à satisfação com o emprego e a perspectiva profissional, embora todas ainda se mantenham acima dos 100 pontos.
De janeiro para fevereiro, avançou de 138,4 para 139 pontos a perspectiva de consumo e a intenção de comprar a prazo ( de 145,2 para 146,2 pontos). A pesquisa da Confederação Nacional do Comércio começou a ser divulgada em janeiro deste ano com objetivo de antecipar tendências. Para calcular as estimativas de fevereiro, ouviu cerca de 18 mil pessoas.
Fonte: Caderno Negócios Jornal O Povo
As famílias brasileiras estão dispostas a consumir mais nos próximos meses. Pesquisa da Confederação Nacional do Comércio divulgada nesta quarta-feira, 24, mostra que, de janeiro para fevereiro deste ano, o índice de Intenção do Consumo das Famílias subiu de 135,5 para 135,8.
Aumento na renda, acesso ao crédito e estabilidade no emprego são condições que favorecem esse cenário, na avaliação do economista da CNC, Fábio Bentes. Componentes do INC, esses indicadores tiveram resultado positivo esse mês. "Em média, as famílias estão otimistas em relação às condições de consumo. Dos sete indicadores que compõem o INC, seis ainda estão bastante distantes do ponto de indiferença."
O destaque positivo é a perspectiva de consumo de bens duráveis, que passou de 140,8 para 150,7 pontos, e o negativo é a avaliação das famílias sobre o consumo atual (de 107,3 para 101,9 pontos). A pesquisa considera insatisfação apenas indicadores abaixo de 100 pontos.
A estimativa do economista da CNC para o primeiro semestre do ano é de aumento das vendas do em relação ao mesmo período de 2009. Há um ano, a economia brasileira sofreu os efeitos da crise internacional. "É um efeito estatístico. Como o primeiro semestre de 2009 foi muito ruim, quando comparamos com o momento atual, podemos imaginar que se criará um distanciamento favorável", previu.
Pentes também avaliou que um dos fatores que podem atrapalhar as projeções positivas para o comércio são as perspectivas de aumento da taxa de juros pelo Banco Central, atualmente em 8,75% ao ano. A medida pode encarecer o crédito. "O único ponto de interrogação é o crédito. Existe uma perspectiva de avanço do juros para conter o que alguns chamam de ´euforia´ do consumo", informou.
Dentre os demais indicadores, a pesquisa da CNC registrou deterioração da avaliação sobre a renda atual (de 146,3 para 143,7 pontos) e pequena queda em relação à satisfação com o emprego e a perspectiva profissional, embora todas ainda se mantenham acima dos 100 pontos.
De janeiro para fevereiro, avançou de 138,4 para 139 pontos a perspectiva de consumo e a intenção de comprar a prazo ( de 145,2 para 146,2 pontos). A pesquisa da Confederação Nacional do Comércio começou a ser divulgada em janeiro deste ano com objetivo de antecipar tendências. Para calcular as estimativas de fevereiro, ouviu cerca de 18 mil pessoas.
Fonte: Caderno Negócios Jornal O Povo
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Comércio perdeu cerca de R$ 55 bilhões com feriados em dias úteis de 2009
Em 2010, calcula-se que as perdas para o comércio de bens, serviços e turismo no estado ficarão próximas de R$ 7 bilhões
As perdas sofridas pelo comércio de bens, serviços e turismo por causa dos 12 feriados ocorridos em dias úteis em 2009 são estimadas em cerca de R$ 55 bilhões, disse nesta sexta-feira, 19, o coordenador de Economia e Pesquisa da Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ), João Carlos Gomes.
De acordo com dados do Ministério do Trabalho, o setor representa um universo de 5,5 milhões de empresas, responsáveis por 27 milhões de empregos em todo o país. Por dia de feriado, o comércio deixou de faturar uma média de R$ 4,5 bilhões, informa a Fecomércio-RJ.
A entidade usa no cálculo das perdas a base de arrecadação do setor, aplica a alíquota média dos impostos que deixam de ser arrecadados e chega a uma estimativa do faturamento. “Obviamente, porta fechada é redução de consumo. E redução de consumo é diminuição de faturamento, a economia deixa de girar e é uma perda expressiva”, afirmou o economista.
No estado do Rio, a estimativa é que os feriados em dias úteis provocaram uma perda de faturamento da ordem de R$ 8,1 bilhões ao setor, englobando 430 mil empresas e 3,7 milhões de postos de trabalho formais. Por dia de feriado não trabalhado, a perda atinge R$ 540 milhões.
Em 2010, a Fecomércio-RJ calcula que as perdas para o comércio de bens, serviços e turismo no estado ficarão próximas de R$ 7 bilhões. “Você vai ter uma menor quantidade de feriados caindo em dias úteis. Há uma redução na estimativa final do valor perdido em termos de faturamento. Mas, é um valor expressivo ainda”, assinalou Gomes.
Por feriado em dia útil, o faturamento que deixará de ser obtido no Rio de Janeiro este ano alcança R$ 568 milhões. A entidade não projetou a perda que será provocada pelos feriados em dias úteis em 2010 para o comércio nacional.
A federação destacou ainda que o decreto de feriados em datas que poderiam ser apenas comemorativas, como uma forma de homenagem, leva o custo da mão-de-obra empregada pelo comércio a subir cerca de 100%. Além disso, os estabelecimentos só podem abrir com permissão prévia da autoridade competente.
Fonte: Caderno Negócios Jornal O Povo
As perdas sofridas pelo comércio de bens, serviços e turismo por causa dos 12 feriados ocorridos em dias úteis em 2009 são estimadas em cerca de R$ 55 bilhões, disse nesta sexta-feira, 19, o coordenador de Economia e Pesquisa da Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ), João Carlos Gomes.
De acordo com dados do Ministério do Trabalho, o setor representa um universo de 5,5 milhões de empresas, responsáveis por 27 milhões de empregos em todo o país. Por dia de feriado, o comércio deixou de faturar uma média de R$ 4,5 bilhões, informa a Fecomércio-RJ.
A entidade usa no cálculo das perdas a base de arrecadação do setor, aplica a alíquota média dos impostos que deixam de ser arrecadados e chega a uma estimativa do faturamento. “Obviamente, porta fechada é redução de consumo. E redução de consumo é diminuição de faturamento, a economia deixa de girar e é uma perda expressiva”, afirmou o economista.
No estado do Rio, a estimativa é que os feriados em dias úteis provocaram uma perda de faturamento da ordem de R$ 8,1 bilhões ao setor, englobando 430 mil empresas e 3,7 milhões de postos de trabalho formais. Por dia de feriado não trabalhado, a perda atinge R$ 540 milhões.
Em 2010, a Fecomércio-RJ calcula que as perdas para o comércio de bens, serviços e turismo no estado ficarão próximas de R$ 7 bilhões. “Você vai ter uma menor quantidade de feriados caindo em dias úteis. Há uma redução na estimativa final do valor perdido em termos de faturamento. Mas, é um valor expressivo ainda”, assinalou Gomes.
Por feriado em dia útil, o faturamento que deixará de ser obtido no Rio de Janeiro este ano alcança R$ 568 milhões. A entidade não projetou a perda que será provocada pelos feriados em dias úteis em 2010 para o comércio nacional.
A federação destacou ainda que o decreto de feriados em datas que poderiam ser apenas comemorativas, como uma forma de homenagem, leva o custo da mão-de-obra empregada pelo comércio a subir cerca de 100%. Além disso, os estabelecimentos só podem abrir com permissão prévia da autoridade competente.
Fonte: Caderno Negócios Jornal O Povo
domingo, 21 de fevereiro de 2010
História feita a canivete
Há 125 anos a mesma família suíça comanda a Victorinox, com um estilo peculiar e cauteloso de gestão. Agora, ela lidera a maior transformação da empresa desde a sua criação
Por Edson Porto
Pouca gente sabe, mas um dos lugares do mundo mais afetados economicamente pelos atentados de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos, foi a pequena vila de Ibach, no interior da Suíça. Apesar de estar a mais de 6 mil quilômetros de distância de Nova York, a localidade sedia a Victorinox, a empresa que produz os mundialmente famosos canivetes suíços – ou canivetes do Exército suíço, como são conhecidos fora do Brasil. Depois dos ataques ao WTC, objetos cortantes de toda natureza passaram a ser proibidos em voos no mundo todo e, do dia para a noite, a companhia perdeu dois dos seus mais importantes canais de comercialização: os aeroportos e as aeronaves. “As vendas despencaram 30% em um período muito curto de tempo”, afirma Carl Elsener IV, presidente da Victorinox. Segundo dados das autoridades americanas, nos 14 meses após os atentados foram confiscadas, nos aeroportos dos Estados Unidos, 1,8 milhão de facas, na maioria canivetes vermelhos. Para piorar, muitas corporações que compravam o produto como presente suspenderam suas encomendas. Em 125 anos de história – completados agora em 2009 –, foi o momento mais duro na vida da Victorinox.
Hoje os problemas parecem superados. Apesar de estar enfrentando uma segunda crise forte em menos de dez anos, a Victorinox prevê um faturamento em 2009 de 500 milhões de francos suíços, ou bem perto de meio bilhão de dólares, e afirma que se mantém saudável e lucrativa. O número de funcionários, 1,7 mil em todo o mundo, e as vendas totais continuam crescendo de maneira estável – 5%, em média. A empresa tem agora seis linhas distintas de produtos. Além de canivetes e facas, vende relógios, malas, roupas e perfumes. Com isso vem conseguindo reduzir a dependência dos canivetes, que neste ano vão responder por cerca de 40% do faturamento. Essa história de sobrevivência e virada mistura sorte, visão e uma forma de gestão tão incomum que só tem paralelo na experiência de empresas sociais.
A parte da sorte tem a ver com o momento vivido pela companhia naquele setembro fatídico. À época, a Victorinox vivia um boom econômico, com vendas em alta, estoques em baixa e dinheiro no banco. “Tivemos sorte em relação à situação financeira e de estoques”, afirmou Elsener a Época NEGÓCIOS. O caixa reforçado permitiu o aprofundamento de uma estratégia de diversificação que vinha sendo adotada lentamente.
Após os atentados de 2001, os canivetes foram banidos
dos voos e a empresa perdeu 30% da receita
Depois de 100 anos fazendo exclusivamente canivetes e facas, a Victorinox começou a dar os primeiros passos para ampliar sua oferta, com o lançamento de uma linha de relógios, na década de 80, e acessórios de viagem, nos anos 90. Mas até 2001 essas ações seguiam em um ritmo tão plácido como o das pastagens suíças. Os atentados nos Estados Unidos mudaram a empresa. Sem uma importante fatia de suas receitas, ela teve de se reinventar. Passou a investir mais dinheiro em marketing e nos novos produtos; expandiu as operações em mercados novos (hoje são mais de 120 países, incluindo uma subsidiária no Brasil) e inaugurou lojas próprias em cidades importantes, como Nova York, Tóquio e Londres. Criou ainda uma linha de roupas e passou a estudar outras oportunidades de expansão. Em 2003, adquiriu a rival Wenger, a outra empresa suíça que detinha o direito de comercializar canivetes sob a afirmação de que eram produzidos oficialmente para o Exército suíço. Os canivetes também foram modernizados e ganharam formas inovadoras de se manter relevantes – alguns modelos receberam pen drive e laser para apresentações. Uma versão com tecnologia de transmissão de dados e reconhecimento de digitais será lançada no ano que vem.
A família transformou a empresa em fundação e não recebe
dividendos. Há 80 anos ninguém é demitido
A principal transformação, porém, foi a redefinição pela qual a empresa passou. “Por mais de 100 anos, nossa missão foi produzir facas e os canivetes do Exército, mas hoje nosso desafio é ser uma marca global, em que todos os produtos sejam inspirados nos valores e na herança do produto original”, afirma Elsener.
A sorte financeira e a ousadia de investir em alternativas num momento de incerteza são apenas parte da razão para a sobrevivência da Victorinox depois de 2001. Há também um modelo de gestão extremamente peculiar.
Por Edson Porto
Pouca gente sabe, mas um dos lugares do mundo mais afetados economicamente pelos atentados de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos, foi a pequena vila de Ibach, no interior da Suíça. Apesar de estar a mais de 6 mil quilômetros de distância de Nova York, a localidade sedia a Victorinox, a empresa que produz os mundialmente famosos canivetes suíços – ou canivetes do Exército suíço, como são conhecidos fora do Brasil. Depois dos ataques ao WTC, objetos cortantes de toda natureza passaram a ser proibidos em voos no mundo todo e, do dia para a noite, a companhia perdeu dois dos seus mais importantes canais de comercialização: os aeroportos e as aeronaves. “As vendas despencaram 30% em um período muito curto de tempo”, afirma Carl Elsener IV, presidente da Victorinox. Segundo dados das autoridades americanas, nos 14 meses após os atentados foram confiscadas, nos aeroportos dos Estados Unidos, 1,8 milhão de facas, na maioria canivetes vermelhos. Para piorar, muitas corporações que compravam o produto como presente suspenderam suas encomendas. Em 125 anos de história – completados agora em 2009 –, foi o momento mais duro na vida da Victorinox.
Hoje os problemas parecem superados. Apesar de estar enfrentando uma segunda crise forte em menos de dez anos, a Victorinox prevê um faturamento em 2009 de 500 milhões de francos suíços, ou bem perto de meio bilhão de dólares, e afirma que se mantém saudável e lucrativa. O número de funcionários, 1,7 mil em todo o mundo, e as vendas totais continuam crescendo de maneira estável – 5%, em média. A empresa tem agora seis linhas distintas de produtos. Além de canivetes e facas, vende relógios, malas, roupas e perfumes. Com isso vem conseguindo reduzir a dependência dos canivetes, que neste ano vão responder por cerca de 40% do faturamento. Essa história de sobrevivência e virada mistura sorte, visão e uma forma de gestão tão incomum que só tem paralelo na experiência de empresas sociais.
A parte da sorte tem a ver com o momento vivido pela companhia naquele setembro fatídico. À época, a Victorinox vivia um boom econômico, com vendas em alta, estoques em baixa e dinheiro no banco. “Tivemos sorte em relação à situação financeira e de estoques”, afirmou Elsener a Época NEGÓCIOS. O caixa reforçado permitiu o aprofundamento de uma estratégia de diversificação que vinha sendo adotada lentamente.
Após os atentados de 2001, os canivetes foram banidos
dos voos e a empresa perdeu 30% da receita
Depois de 100 anos fazendo exclusivamente canivetes e facas, a Victorinox começou a dar os primeiros passos para ampliar sua oferta, com o lançamento de uma linha de relógios, na década de 80, e acessórios de viagem, nos anos 90. Mas até 2001 essas ações seguiam em um ritmo tão plácido como o das pastagens suíças. Os atentados nos Estados Unidos mudaram a empresa. Sem uma importante fatia de suas receitas, ela teve de se reinventar. Passou a investir mais dinheiro em marketing e nos novos produtos; expandiu as operações em mercados novos (hoje são mais de 120 países, incluindo uma subsidiária no Brasil) e inaugurou lojas próprias em cidades importantes, como Nova York, Tóquio e Londres. Criou ainda uma linha de roupas e passou a estudar outras oportunidades de expansão. Em 2003, adquiriu a rival Wenger, a outra empresa suíça que detinha o direito de comercializar canivetes sob a afirmação de que eram produzidos oficialmente para o Exército suíço. Os canivetes também foram modernizados e ganharam formas inovadoras de se manter relevantes – alguns modelos receberam pen drive e laser para apresentações. Uma versão com tecnologia de transmissão de dados e reconhecimento de digitais será lançada no ano que vem.
A família transformou a empresa em fundação e não recebe
dividendos. Há 80 anos ninguém é demitido
A principal transformação, porém, foi a redefinição pela qual a empresa passou. “Por mais de 100 anos, nossa missão foi produzir facas e os canivetes do Exército, mas hoje nosso desafio é ser uma marca global, em que todos os produtos sejam inspirados nos valores e na herança do produto original”, afirma Elsener.
A sorte financeira e a ousadia de investir em alternativas num momento de incerteza são apenas parte da razão para a sobrevivência da Victorinox depois de 2001. Há também um modelo de gestão extremamente peculiar.
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Horário de Verão vai acabar
Em vigor desde 18 de outubro de 2009, o horário de verão termina à 0h do próximo domingo (21), quando os relógios deverão ser atrasados uma hora. A medida atinge três regiões do País. Além do Distrito Federal, são 10 estados afetados - Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
No Ceará, os relógios não foram modificados durante o horário de verão. Por estar localizado mais próximo à linha do Equador, o Estado não tem os dias prolongados no verão. Apenas alguns serviços tiveram alterações nos horários, como os de aeroportos e algumas agências bancárias do Interior, além daqueles com atualização on-line em centrais do Sudeste.
O principal objetivo do horário de verão é reduzir o consumo de energia elétrica. A demanda é a quantidade máxima de energia exigida do sistema elétrico num determinado momento do dia, geralmente das 17h às 22h. Para este ano, a previsão de redução da demanda é de 4,4% nas regiões Sudeste e Centro-Oeste (1.780 MW), o suficiente para abastecer uma cidade com 5 milhões de habitantes.
Data fixa
Desde 2008, decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva estabelece datas fixas para o início e término do horário de verão. Antes, anualmente, era publicado um decreto para definir o período da mudança.
Agora, a mudança ocorre sempre no terceiro domingo de outubro e termina no terceiro domingo de fevereiro. Se coincidir com o domingo de Carnaval, o fim do horário de verão passa para o próximo domingo.
Este foi o 39º horário de verão adotado no País. A medida acontece sempre nesta época do ano por causa do aumento na demanda energética, decorrente do calor e do crescimento da produção industrial no fim do ano anterior.
Fonte: Caderno Negócios Diário do Nordeste
No Ceará, os relógios não foram modificados durante o horário de verão. Por estar localizado mais próximo à linha do Equador, o Estado não tem os dias prolongados no verão. Apenas alguns serviços tiveram alterações nos horários, como os de aeroportos e algumas agências bancárias do Interior, além daqueles com atualização on-line em centrais do Sudeste.
O principal objetivo do horário de verão é reduzir o consumo de energia elétrica. A demanda é a quantidade máxima de energia exigida do sistema elétrico num determinado momento do dia, geralmente das 17h às 22h. Para este ano, a previsão de redução da demanda é de 4,4% nas regiões Sudeste e Centro-Oeste (1.780 MW), o suficiente para abastecer uma cidade com 5 milhões de habitantes.
Data fixa
Desde 2008, decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva estabelece datas fixas para o início e término do horário de verão. Antes, anualmente, era publicado um decreto para definir o período da mudança.
Agora, a mudança ocorre sempre no terceiro domingo de outubro e termina no terceiro domingo de fevereiro. Se coincidir com o domingo de Carnaval, o fim do horário de verão passa para o próximo domingo.
Este foi o 39º horário de verão adotado no País. A medida acontece sempre nesta época do ano por causa do aumento na demanda energética, decorrente do calor e do crescimento da produção industrial no fim do ano anterior.
Fonte: Caderno Negócios Diário do Nordeste
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Cachaças da PB estão entre as 5 melhores do Brasil; ‘Serra Limpa’ e ‘Volúpia’ ficam em 1º lugar
Dentre as mais de quatro mil marcas de cachaça existente no país, a revista estabeleceu um ranking das 10 melhores, divididas entre brancas e envelhecidas. Cada jurado convidado elaborou uma lista com dez sugestões de sua preferência por categoria.Nesta semana, a Veja publicou o resultado das cachaças eleitas em uma reportagem intitulada: Cachaça para degustar. Dentre as cinco marcas que constam no ranking das brancas, aparecem três nomes paraibanos, e em primeiro lugar, na categoria, despontam a Serra Limpa, produzida no Engenho Imaculada Conceição, localizado no município de Duas Estradas, e a cachaça Volúpia, fabricada em Alagoa Nova. A quarta posição ficou para a cachaça Serra Preta, também brejeira, oriunda de Alagoa Nova.
”Essa premiação é extremamente gratificante, pois reflete o reconhecimento de um produto feito com muita dedicação e respeito ao consumidor. Nossa produção é 100% natural, desde a plantação até ao processo de fermentação, já que não fazemos uso de adubos químicos devido utilizarmos a levedura produzida a partir da própria cana-de-açucar”, disse o proprietário da Serra Limpa, o empresário Antônio Inácio.
Já no grupo das envelhecidas, as marcas de Minas Gerais lideram os três primeiros lugares, são elas: ‘Anísio Santiago’, ‘Canarinha’ e ‘Vale Verde’.
Serra Limpa
Com uma produção limitada, de aproximadamente 100 mil litros por ano, a propriedade do Engenho Imaculada Conceição, onde é feita a cachaça Serra Limpa, abrange uma área de 40 hectares e agrega um número de 30 funcionários em suas dependências.
Desde que sua produção foi inaugurada, em 1992, a Serra Limpa vem recebendo vários prêmios em reconhecimento de sua qualidade e preferência entre os consumidores.
No ano de 2008, a cachaça foi premiada pela oitava vez consecutiva como uma das marcas mais lembradas no Estado, recebendo o Troféu Top Of Mind. O Prêmio consistiu em uma promoção do Sistema Correio de Comunicação com o apoio dos parceiros Câmara dos Diretores Lojistas (CDL) e Sebrae.
Em 2006, o Engenho Imaculada Conceição recebeu o prêmio FINEP de Inovação Tecnológica, uma premiação de nível regional. No mesmo ano, o engenho e a Serra Limpa tornaram-se objetos de estudo da monografia de um graduando do curso de Administração do Campus I da Universidade Estadual da Paraíba.
Ainda em 2006, o empresário Antônio Inácio da Silva ganhou das mãos do então diretor de Serviços da Petrobrás, Irany Varella, um troféu em reconhecimento de qualidade e produtividade da cachaça Serra Limpa.
Autoridades civis e religiosas já foram presenteadas com a Serra Limpa
Em 2008, o presidente Luis Inácio Lula da Silva foi presenteado com uma garrafa. O político escreveu, pessoalmente, ao senhor Antônio Inácio um telegrama em agradecimento. Também já foi agraciado com a cachaça o Papa Bento XVI, através do prefeito Herbert Hofbauer, da cidade alemã Altötting, que esteve em Guarabira e se encarregou de entregar o produto ao religioso.
Produção
A cachaça Serra Limpa é feita exclusivamente com adubo orgânico. Depois de plantada, a cana-de-açucar é transportada em carro-de-boi, sendo descarregada manualmente do canavial para o pátio do engenho, onde passa por um rigoroso processo de classificação, em que são retiradas todas as canas com impurezas ou brocas.
Por outro lado, a Serra Limpa dispõe de um laboratório próprio, equipado com o que tem de mais moderno na área laboratorial.
Segundo Antônio Inácio, uma cachaça para ser considerada de boa qualidade deve ser cristal e apresentar rosário (Pequenas bolhas que se formam sobre o líquido quando a bebida é remexida) por cerca de 10 segundos. Por sua vez, especialistas alertam que bolhas de aparência espumosa ou ausência delas são sinais de que a bebida é de baixa qualidade.
Por: Simone Bezerrill (Brejo.com)
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Tire suas dúvidas sobre o Imposto de Renda
Por Época NEGÓCIOS Online
Em 2010, a declaração de Imposto de Renda deverá ser entregue entre os dias 1º de março e 30 de abril. E Época NEGÓCIOS, mais uma vez, irá ajudá-lo neste acerto de contas. Numa parceria com o Grupo Candinho Assessoria Contábil, iremos tirar as dúvidas de nossos internautas. A seguir você encontrará respostas para as questões mais comuns.
>> Quem está obrigado a entregar a declaração de Imposto de Renda?
Está obrigado a declarar o IR quem:
a) teve no ano passado rendimentos tributados acima de R$ 17.215,08
b) aqueles que tiveram rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 40 mil
c) quem obteve, em qualquer mês, ganho de capital na alienação de bens ou direitos sujeitos à incidência do imposto
d) quem realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas
e) quem obteve receita bruta da atividade rural em valor superior a R$ 86.075,40
f) quem pretende compensar, no ano-calendário de 2009 ou posteriores, prejuízos de anos-calendário anteriores ou do próprio ano-calendário de 2009, referente à atividade rural
g) quem teve a posse ou a propriedade, em 31 de dezembro, de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 300 mil
h) quem passou, em qualquer mês, à condição de residente no Brasil e assim permaneceu até 31 de dezembro
i) quem optou pela isenção do imposto de ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, cujo produto da venda seja destinado à aquisição de imóveis residenciais, no prazo de 180 dias contados da celebração do contrato de venda
>> Quais são os modelos de declaração?
Declaração completa e declaração simplificada.
Na completa, podem ser utilizadas as deduções legais, desde que comprovadas.
Na simplificada utiliza-se o desconto de 20% dos rendimentos tributáveis, limitado a R$ 12.743,63 em 2009. Esse desconto substitui todas as deduções legais da declaração completa, sem a necessidade de comprovação, sendo que qualquer contribuinte pode utilizar a declaração simplificada.
>> Quais informações deverão ser prestadas pela pessoa física que estiver obrigada a entregar a declaração no exercício de 2009, em relação ao seu patrimônio?
A pessoa física sujeita à apresentação da Declaração de Ajuste Anual deve relacionar os bens e direitos que, no Brasil ou no exterior, constituíam, em 31 de dezembro de 2009, seu patrimônio e o de seus dependentes, bem como os bens e direitos adquiridos e alienados no decorrer do ano-calendário de 2009.
Fica dispensada a inclusão, na declaração de bens e direitos, de:
a) saldos de contas correntes bancárias e demais aplicações financeiras, cujo valor unitário não exceda a R$ 140,00
b) bens móveis, exceto veículos automotores, embarcações e aeronaves, bem como os direitos, cujo valor unitário de aquisição seja inferior a R$ 5.000,00
c) conjunto de ações e quotas de uma mesma empresa, negociadas ou não em bolsa de valores, bem como ouro, ativo financeiro, cujo valor de constituição ou de aquisição seja inferior a R$ 1.000,00
d) dívidas e ônus reais do contribuinte e de seus dependentes, em 31 de dezembro de 2009, cujo valor seja igual ou inferior a R$ 5.000,00
>> A pessoa física que optar pela apresentação da Declaração de Ajuste Anual Modelo Simplificado poderá deduzir os gastos realizados com despesa médica?
Não. A opção pela apresentação da Declaração de Ajuste Anual Modelo Simplificado implica substituição das deduções previstas na legislação tributária pelo desconto simplificado de 20% do valor dos rendimentos tributáveis na declaração, limitado a R$ 12.743,63 para o ano-calendário de 2009. O contribuinte que pretende deduzir as despesas médicas deve apresentar a Declaração de Ajuste Anual Modelo Completo.
>> Quais despesas com instrução/educação podem ser deduzidas na declaração?
Podem ser deduzidas as despesas realizadas pelo declarante com a própria educação, dos dependentes relacionados na declaração e das realizadas na condição de alimentante em cumprimento de decisão judicial ou acordo homologado judicialmente. Podem ser declaradas: a) a educação infantil, compreendendo as creches e as pré-escolas
b) o ensino fundamental
c) o ensino médio
d) a educação superior, compreendendo os cursos de graduação e de pós-graduação (mestrado, doutorado e especialização)
e) a educação profissional, compreendendo o ensino técnico e o tecnológico
Comprovação
A comprovação das despesas com instrução será feita por meio de recibos, notas fiscais e outros documentos idôneos. Não podem ser deduzidos os gastos relativos a:
a) uniforme, material e transporte escolar e elaboração de dissertação de mestrado
b) aquisição de enciclopédias, livros, revistas e jornais
c) aulas particulares
d) aula de música, dança, natação, ginástica, tênis, pilotagem, dicção, corte e costura, informática e assemelhados
e) cursos preparatórios para concursos e/ou vestibulares
f) aulas de idiomas
g) contribuições a entidades que criem e eduquem menores desvalidos e abandonados
h) contribuições às associações de pais e mestres e às associações voltadas para a educação
i) passagens e estadas para estudo no Brasil ou no exterior.
Limite
O limite anual individual da dedução é de R$ 2.708,94. O valor dos gastos que ultrapassar esse limite não pode ser aproveitado nem mesmo para compensar gastos de valor inferior a R$ 2.708,94, efetuados com o próprio declarante ou com outro dependente.
Havendo declaração em separado, cada cônjuge só pode deduzir as despesas com instrução dos dependentes e dos alimentados indicados na declaração.
Em 2010, a declaração de Imposto de Renda deverá ser entregue entre os dias 1º de março e 30 de abril. E Época NEGÓCIOS, mais uma vez, irá ajudá-lo neste acerto de contas. Numa parceria com o Grupo Candinho Assessoria Contábil, iremos tirar as dúvidas de nossos internautas. A seguir você encontrará respostas para as questões mais comuns.
>> Quem está obrigado a entregar a declaração de Imposto de Renda?
Está obrigado a declarar o IR quem:
a) teve no ano passado rendimentos tributados acima de R$ 17.215,08
b) aqueles que tiveram rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 40 mil
c) quem obteve, em qualquer mês, ganho de capital na alienação de bens ou direitos sujeitos à incidência do imposto
d) quem realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas
e) quem obteve receita bruta da atividade rural em valor superior a R$ 86.075,40
f) quem pretende compensar, no ano-calendário de 2009 ou posteriores, prejuízos de anos-calendário anteriores ou do próprio ano-calendário de 2009, referente à atividade rural
g) quem teve a posse ou a propriedade, em 31 de dezembro, de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 300 mil
h) quem passou, em qualquer mês, à condição de residente no Brasil e assim permaneceu até 31 de dezembro
i) quem optou pela isenção do imposto de ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, cujo produto da venda seja destinado à aquisição de imóveis residenciais, no prazo de 180 dias contados da celebração do contrato de venda
>> Quais são os modelos de declaração?
Declaração completa e declaração simplificada.
Na completa, podem ser utilizadas as deduções legais, desde que comprovadas.
Na simplificada utiliza-se o desconto de 20% dos rendimentos tributáveis, limitado a R$ 12.743,63 em 2009. Esse desconto substitui todas as deduções legais da declaração completa, sem a necessidade de comprovação, sendo que qualquer contribuinte pode utilizar a declaração simplificada.
>> Quais informações deverão ser prestadas pela pessoa física que estiver obrigada a entregar a declaração no exercício de 2009, em relação ao seu patrimônio?
A pessoa física sujeita à apresentação da Declaração de Ajuste Anual deve relacionar os bens e direitos que, no Brasil ou no exterior, constituíam, em 31 de dezembro de 2009, seu patrimônio e o de seus dependentes, bem como os bens e direitos adquiridos e alienados no decorrer do ano-calendário de 2009.
Fica dispensada a inclusão, na declaração de bens e direitos, de:
a) saldos de contas correntes bancárias e demais aplicações financeiras, cujo valor unitário não exceda a R$ 140,00
b) bens móveis, exceto veículos automotores, embarcações e aeronaves, bem como os direitos, cujo valor unitário de aquisição seja inferior a R$ 5.000,00
c) conjunto de ações e quotas de uma mesma empresa, negociadas ou não em bolsa de valores, bem como ouro, ativo financeiro, cujo valor de constituição ou de aquisição seja inferior a R$ 1.000,00
d) dívidas e ônus reais do contribuinte e de seus dependentes, em 31 de dezembro de 2009, cujo valor seja igual ou inferior a R$ 5.000,00
>> A pessoa física que optar pela apresentação da Declaração de Ajuste Anual Modelo Simplificado poderá deduzir os gastos realizados com despesa médica?
Não. A opção pela apresentação da Declaração de Ajuste Anual Modelo Simplificado implica substituição das deduções previstas na legislação tributária pelo desconto simplificado de 20% do valor dos rendimentos tributáveis na declaração, limitado a R$ 12.743,63 para o ano-calendário de 2009. O contribuinte que pretende deduzir as despesas médicas deve apresentar a Declaração de Ajuste Anual Modelo Completo.
>> Quais despesas com instrução/educação podem ser deduzidas na declaração?
Podem ser deduzidas as despesas realizadas pelo declarante com a própria educação, dos dependentes relacionados na declaração e das realizadas na condição de alimentante em cumprimento de decisão judicial ou acordo homologado judicialmente. Podem ser declaradas: a) a educação infantil, compreendendo as creches e as pré-escolas
b) o ensino fundamental
c) o ensino médio
d) a educação superior, compreendendo os cursos de graduação e de pós-graduação (mestrado, doutorado e especialização)
e) a educação profissional, compreendendo o ensino técnico e o tecnológico
Comprovação
A comprovação das despesas com instrução será feita por meio de recibos, notas fiscais e outros documentos idôneos. Não podem ser deduzidos os gastos relativos a:
a) uniforme, material e transporte escolar e elaboração de dissertação de mestrado
b) aquisição de enciclopédias, livros, revistas e jornais
c) aulas particulares
d) aula de música, dança, natação, ginástica, tênis, pilotagem, dicção, corte e costura, informática e assemelhados
e) cursos preparatórios para concursos e/ou vestibulares
f) aulas de idiomas
g) contribuições a entidades que criem e eduquem menores desvalidos e abandonados
h) contribuições às associações de pais e mestres e às associações voltadas para a educação
i) passagens e estadas para estudo no Brasil ou no exterior.
Limite
O limite anual individual da dedução é de R$ 2.708,94. O valor dos gastos que ultrapassar esse limite não pode ser aproveitado nem mesmo para compensar gastos de valor inferior a R$ 2.708,94, efetuados com o próprio declarante ou com outro dependente.
Havendo declaração em separado, cada cônjuge só pode deduzir as despesas com instrução dos dependentes e dos alimentados indicados na declaração.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Recalls de fabricantes de carros atingem número recorde
Uma onda de recalls de fabricantes de carros tem assutados os consumidores. Nas últimas semanas, a Toyota, Honda, Volkswagen, Audi e Peugeot realizaram quatro recalls em vários países
Por: Teresa Fernandes
Quem nunca precisou trocar um determinado bem ou ir à assistência técnica para consertar um defeito de fábrica? E quando esse defeito não é apenas com o aparelho que você adquiriu, mas sim com uma série inteira? A empresa em geral deve determinar um recall, como o realizado pela Toyota depois de identificados defeitos nos modelos híbridos como Lexus e Sai, que foram lançados nos Estados Unidos. A medida é positiva por possibilitar que através da publicização do defeito de fábrica em meios de comunicação de massa, os consumidores possam reparar os problemas, principalmente aqueles que envolvem itens de segurança.
De acordo com o titular da Secretaria Municipal de Defesa do Consumidor, Procon Fortaleza, João Ricardo Vieira, é dever do fornecedor sempre que verificar que existe um defeito de série divulgar o assunto e ``o consumidor tem o direito de não pagar nada por isso``, explicou.
A maior parte de reclamações feitas por consumidores ao Procon são relacionadas a aparelhos de telefonia celular, embora nunca tenha sido decretado nenhum recall.
O conselheiro federal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Hércules Amaral, por sua vez, explicou que a medida não reduz a responsabilidade da empresa com relação a quaisquer danos materiais ou morais. ``Mesmo depois do recall, se o consumidor não foi notificado, a responsabilidade é ampla``, apontou.
Apesar de reconhecidamente importante, a prática aumentou consideravelmente no ano passado entre os veículos. De acordo com levantamento realizado pelo portal G1, em 2009 foram 41 convocações de 65 modelos e versões diferentes. Cerca de 700 mil unidades foram chamadas oficialmente por oferecer risco à segurança ou à integridade física do condutor e dos passageiros.
O montante é superior ao registrado pelo Ministério Público Federal em 2008, até então ano recordista com 33 convocações.
A média de proprietários de veículos que levaram o veículo para reparo, no entanto, alcançou apenas 65%. Esse número foi possível porque não existe lei que obrigue o proprietário do veículo a procurar uma concessionária para arrumar o defeito.
EMAIS
- A montadora Toyota anunciou recall de 8,5 milhões de veículos da marca. No Brasil, a Honda e a Volkswagen chamaram, neste mês, donos de 380,5 mil veículos de três modelos.
- Se contados os últimos 10 anos, mais os quatro recalls pedidos em 2010 por Honda, Volkswagen, Audi e Peugeot, já são mais de 4,5 milhões de proprietários em 260 recalls.
- A Toyota investiga agora um possível defeito na direção assistida de seu modelo Corolla. A Agência americana de segurança viária também acompanha o caso.
Por: Teresa Fernandes
Quem nunca precisou trocar um determinado bem ou ir à assistência técnica para consertar um defeito de fábrica? E quando esse defeito não é apenas com o aparelho que você adquiriu, mas sim com uma série inteira? A empresa em geral deve determinar um recall, como o realizado pela Toyota depois de identificados defeitos nos modelos híbridos como Lexus e Sai, que foram lançados nos Estados Unidos. A medida é positiva por possibilitar que através da publicização do defeito de fábrica em meios de comunicação de massa, os consumidores possam reparar os problemas, principalmente aqueles que envolvem itens de segurança.
De acordo com o titular da Secretaria Municipal de Defesa do Consumidor, Procon Fortaleza, João Ricardo Vieira, é dever do fornecedor sempre que verificar que existe um defeito de série divulgar o assunto e ``o consumidor tem o direito de não pagar nada por isso``, explicou.
A maior parte de reclamações feitas por consumidores ao Procon são relacionadas a aparelhos de telefonia celular, embora nunca tenha sido decretado nenhum recall.
O conselheiro federal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Hércules Amaral, por sua vez, explicou que a medida não reduz a responsabilidade da empresa com relação a quaisquer danos materiais ou morais. ``Mesmo depois do recall, se o consumidor não foi notificado, a responsabilidade é ampla``, apontou.
Apesar de reconhecidamente importante, a prática aumentou consideravelmente no ano passado entre os veículos. De acordo com levantamento realizado pelo portal G1, em 2009 foram 41 convocações de 65 modelos e versões diferentes. Cerca de 700 mil unidades foram chamadas oficialmente por oferecer risco à segurança ou à integridade física do condutor e dos passageiros.
O montante é superior ao registrado pelo Ministério Público Federal em 2008, até então ano recordista com 33 convocações.
A média de proprietários de veículos que levaram o veículo para reparo, no entanto, alcançou apenas 65%. Esse número foi possível porque não existe lei que obrigue o proprietário do veículo a procurar uma concessionária para arrumar o defeito.
EMAIS
- A montadora Toyota anunciou recall de 8,5 milhões de veículos da marca. No Brasil, a Honda e a Volkswagen chamaram, neste mês, donos de 380,5 mil veículos de três modelos.
- Se contados os últimos 10 anos, mais os quatro recalls pedidos em 2010 por Honda, Volkswagen, Audi e Peugeot, já são mais de 4,5 milhões de proprietários em 260 recalls.
- A Toyota investiga agora um possível defeito na direção assistida de seu modelo Corolla. A Agência americana de segurança viária também acompanha o caso.
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Proposta prevê redução de jornada
Representantes dos empresários disseram ao presidente da Câmara, deputado Michel Temer (PMDB-SP), serem contrários redução da jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas semanais como prevê proposta de emenda Constituição (PEC), em tramitação na Casa. As centrais sindicais, por sua vez, ameaçam fazer greve em todo País para pressionar a aprovação da medida no Congresso.
Para o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), deputado Armando Monteiro Netto (PTB-PE)), aprovar a proposta nesse ano é eleitoreiro. Segundo Monteiro Netto, a crise que o Brasil passou no ano passado não permite que a indústria assuma mais gastos para produzir com a redução da carga horária, calculada em torno de 2%. Ele acredita que essa redução da jornada de trabalho causará um impacto forte no setor, que poderá gerar desemprego.
Para Monteiro Netto, essa proposta precisa ser melhor debatida e não pode ser uma regra geral para todo o País, tem que ser levado em conta as diferenças regionais. Segundo ele, muitas indústrias, na prática, já adotam uma carga horária menor, mas tornar a medida obrigatória seria drástico para a indústria.
O vice-presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Roberto Della Manna diz que os empresários não podem aceitar a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais. ``Não há possibilidade nem mesmo de haver uma redução gradativa, a cada ano``, disse o dirigente da Fiesp.
Greve
As centrais sindicais, por sua vez, aumentam a pressão e ameaçam fazer greves em todo o País para forçar a Câmara dos Deputados a aprovar a PEC.
Os representantes dos trabalhadores dizem que estão dispostos até a negociar uma forma gradativa para reduzir a jornada para 40 horas. Como muitos parlamentares, eles avaliam que, se a proposta for ao plenário, não haverá dificuldades em ser aprovada, já que ninguém quer ter o desgaste político de ficar contra a medida em um ano de eleição.
Temer disse que vai continuar negociado com os dois lados busca de um entendimento que viabilize a votação da PEC. ``Temos que ouvir os dois lados``.
Fonte: Jornal O Povo
Para o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), deputado Armando Monteiro Netto (PTB-PE)), aprovar a proposta nesse ano é eleitoreiro. Segundo Monteiro Netto, a crise que o Brasil passou no ano passado não permite que a indústria assuma mais gastos para produzir com a redução da carga horária, calculada em torno de 2%. Ele acredita que essa redução da jornada de trabalho causará um impacto forte no setor, que poderá gerar desemprego.
Para Monteiro Netto, essa proposta precisa ser melhor debatida e não pode ser uma regra geral para todo o País, tem que ser levado em conta as diferenças regionais. Segundo ele, muitas indústrias, na prática, já adotam uma carga horária menor, mas tornar a medida obrigatória seria drástico para a indústria.
O vice-presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Roberto Della Manna diz que os empresários não podem aceitar a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais. ``Não há possibilidade nem mesmo de haver uma redução gradativa, a cada ano``, disse o dirigente da Fiesp.
Greve
As centrais sindicais, por sua vez, aumentam a pressão e ameaçam fazer greves em todo o País para forçar a Câmara dos Deputados a aprovar a PEC.
Os representantes dos trabalhadores dizem que estão dispostos até a negociar uma forma gradativa para reduzir a jornada para 40 horas. Como muitos parlamentares, eles avaliam que, se a proposta for ao plenário, não haverá dificuldades em ser aprovada, já que ninguém quer ter o desgaste político de ficar contra a medida em um ano de eleição.
Temer disse que vai continuar negociado com os dois lados busca de um entendimento que viabilize a votação da PEC. ``Temos que ouvir os dois lados``.
Fonte: Jornal O Povo
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