segunda-feira, 19 de abril de 2010

Empreendedor Individual terá novas atividades e simplificações

Entre as novidades estão aumento da relação de atividades que podem se formalizar, acesso nota-fiscal on-line e alterações de dados cadastrais pelo Portal do Empreendedor.

Dilma Tavares


Até o fim deste semestre sai um pacote de medidas com mais simplificações para o Empreendedor Individual (EI). Uma delas é o aumento da relação de atividades cujos profissionais podem se formalizar pelo novo mecanismo, a exemplo de esteticistas e piscineiros. Outra é a definição de nota fiscal on-line gratuita para esses empreendedores, acessível via Portal do Empreendedor. Essas são duas das medidas que estão sendo definidas pelo Comitê Gestor do Simples Nacional.

Outras simplificações que saem até o final deste semestre estão sendo definidas pelo Comitê Gestor da Redesim (CGSM), que regulamenta o EI em questões não tributárias. São medidas que tratam do sistema de registro dos empreendedores, que é feito via Portal do Empreendedor. Já está definido, por exemplo, que haverá uma página de conferência de dados antes da confirmação de registro e um sistema de ajuda online nos campos de inscrição.

O objetivo é evitar erros e gasto de tempo e custos para alterações, conforme ocorre atualmente. O CGSIM ainda está trabalhando para que, a partir do próximo semestre, os empreendedores também possam realizar alterações e dar baixa da atividade pelo Portal do Empreendedor. Para isso, hoje é preciso ir à Junta Comercial e pagar taxas pelo serviço.

As novidades foram apresentadas pela consultora do Sebrae Inês Schwingel, nesta sexta-feira (16), para integrantes das unidades de Políticas Públicas e de Atendimento Individual do Sebrae que trataram do assunto dentro da programação da 17ª Semana de Capacitação do Sistema Sebrae, em Brasília. “São demandas represadas e que devem ser implementadas ainda este ano”, disse.

Segundo o diretor do Departamento Nacional de Registro do Comércio (DNRC) e representante do CGSIM no encontro, Jaime Herzog “Esse é um programa de inclusão social sem similar no mundo, portanto estamos aprendendo a fazer, fazendo”.

O Sebrae participa do Comitê Gestor da Redesim. A instituição tem como meta contribuir para a formalização de um milhão de trabalhadores por conta própria como Empreendedor Individual até dezembro de 2010. Para isso trabalha com orientação e capacitação e até ajudando na parte operacional da formalização desses empreendedores.

A meta de um milhão de EI formalizados é uma das Metas Mobilizadoras que foram estabelecidas pelo Sistema Sebrae para este ano. Potencializar ações para que as metas sejam alcançadas foi um dos temas da Semana de Capacitação. No encontro desta sexta-feira (16) foram debatidas estratégias para a execução essas ações.

Os gerentes de Políticas Públicas e de Atendimento Individual da instituição, respectivamente Bruno Quick e Ênio Pinto, destacaram a necessidade do uso de criatividade para ampliar a irradiação de informações e de mobilizações de parceiros. “É preciso envolver mais pessoas”, disse Quick, lembrando ser preciso usar todas as ações do Sistema Sebrae parceiros para que sirvam como de meios de comunicação e mobilização do público-alvo. Exemplos dessas ações são a Feira do Empreendedor e o Desafio Sebrae. “Precisamos ir à campo, articulando o envolvimento de mais lideranças nessa missão”, reforçou Ênio Pinto.

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domingo, 18 de abril de 2010

Pesquisa aponta necessidade de inovação pelas pequenas empresas

“A atual taxa de empreendedorismo do Brasil, de 15,3%, é boa, mas precisamos melhorar a qualidade das novas empresas e a das já estabelecidas, por meio da inovação”, avalia o presidente do Sebrae, Paulo Okamotto.

Regina Xeyla, enviada da ASN

Dados da pesquisa GEM 2009 divulgada nesta terça-feira em São Paulo revelam que 83,5% dos empreendedores iniciais não pensam em inovar, frente a 5,4% dos que acreditam que seus produtos ou serviços são considerados novos por todos. Já 11,1% consideram oferecer alguma novidade. O alto índice de empresas que não pensam em disponibilizar algo novo para seus clientes preocupa o presidente do Sebrae, Paulo Okamotto.

“A atual taxa de empreendedorismo do Brasil, de 15,3%, é boa. O dado está acima da média histórica do país, que é de 13%. O que precisamos é melhorar a qualidade das novas empresas e a das já estabelecidas, por meio da inovação”, disse Okamotto durante coletiva de imprensa da divulgação da pesquisa Global Entrepeneurship Monitor, a GEM 2009, que mede o nível de empreendedorismo em 54 países.

Para o presidente do Sebrae, o Brasil vai entrar em rota de crescimento em 2010. O desafio, segundo ele, agora é levar conhecimento para as micro e pequenas empresas, tornando-as mais inovadoras, gerando emprego, renda e riqueza para o país. Segundo ele, a forma de fazer isso é oferecendo mais educação sobre inovação, ação que deve ser feita pelo Sebrae junto com o setor industrial e o mundo acadêmico. “É assim que vamos garantir o mercado interno e criar condições para exportar”, afirma o presidente do Sebrae.

Um dos principais destaques positivos desta décima edição da pesquisa GEM foi o alcance, pela primeira vez ao longo da série histórica do estudo, da maior taxa de empreendedorismo por oportunidade – 9,4% contra 5,9% da taxa de empreendedorismo por necessidade. Para cada 1,6 empreendedor por oportunidade há um por necessidade. Nas últimas nove edições da Pesquisa GEM, a taxa de empreendedorismo por oportunidade vem demonstrando crescimento gradativo, passando de 8,5%, em 2001, para 9,4%, em 2009.

O aspecto que mais contribuiu para esse crescimento foi o aumento, em 2009, das empresas nascentes, que passou de 2,93%, em 2008, para 5,78%, em 2009. Deste último dado, 4,3% são empreendimentos nascentes por oportunidade. “Mesmo com a crise financeira, ocorrida em 2009, as pessoas encontraram motivação para abrir o próprio negócio, aproveitando as oportunidades que não se fecharam no país”, afirmou o diretor técnico do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos.

Outro destaque da pesquisa é que pela primeira vez a proporção de mulheres empreendendo por oportunidade supera a de homens na mesma condição. Dos 18,8 milhões de empreendedores, 53,4% são mulheres que perceberam um nicho de mercado para atuar, contra 46,6%, dos homens. “As mulheres estão mais presentes nas escolas e universidades. Elas também possuem conhecimento com mais qualidade que os homens. Essas diferenciações começam a aparecer na atividade empreendedora e já causam impacto nas empresas”, afirmou o presidente do Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade (IBQP), Fernando Mattos.

A GEM 2009 demonstra também que a população empreendedora brasileira está concentrada entre os jovens, nas idades de 18 e 34 anos, atingindo 52,5%. Do total de empreendedores, 20,8% estão na faixa de 18 a 24 anos enquanto 31,7% encontram-se entre 25 e 34 anos. “A maioria dos jovens empreende por oportunidade. Eles estão tendo a visão de que o emprego com carteira assinada não é a única opção existente ao sair da faculdade. Os jovens agora querem ter seu próprio negócio”, disse o gerente da Unidade de Atendimento Individual do Sebrae, Ênio Pinto.

Participou também da apresentação a coordenadora da pesquisa no IBQP, Simara Greco, e o presidente do conselho do IBQP, Rodrigo da Rocha Lopes. A pesquisa foi apresentada, em tempo real, via web e comentada pelo professor, conselheiro do Sebrae e presidente da Anprotec, Guilherme Ary Plonski.

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sábado, 17 de abril de 2010

Mulheres empreendem mais que os homens no Brasil

Pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM 2009), divulgada nesta terça-feira (6), revela ainda que a população empreendedora brasileira concentra-se entre os jovens de18 e 34 anos.

Regina Xeyla, enviada da ASN

Reconhecidas pela sua força, as mulheres brasileiras superam os homens no mundo dos negócios. Dos 18,8 milhões de pessoas à frente de empreendimentos em estágio inicial ou com menos de 42 meses de existência no Brasil, 53% são mulheres e 47%, homens. É o que mostra a mais nova edição da pesquisa Global Entrepreneurship Monitor, a GEM 2009, divulgada na manhã desta terça-feira (6), em entrevista coletiva em São Paulo. Uma das novidades do estudo é que pela primeira vez a proporção de mulheres empreendendo por oportunidade supera a de homens na mesma condição.

Em 2009, além do Brasil, apenas outros dois paises registraram taxas de empreendedorismo feminino mais elevadas que as dos homens: Tonga, com 61%, e Guatemala, com 54%. Já as brasileiras estão praticando um empreendedorismo cada vez mais planejado e consistente. Sobre este aspecto, o estudo constatou que dos empreendedores por oportunidade 53,4% são mulheres e 46,6%, homens.

A pesquisa GEM é realizada no exterior desde 1999. Chegou ao Brasil em 2000 por meio do Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade (IBPQ). Em 2001, passou a contar com a participação do Sebrae. A GEM tem entre suas finalidades avaliar, divulgar e influenciar as políticas de incentivo ao empreendedorismo no Brasil e no mundo. Cinqüenta e quatro países participaram do estudo em 2009.

Empreendedores em Estágio Inicial
Na décima edição da pesquisa no país, a Taxa de Empreendedores em Estágio Inicial (TEA) brasileira é a sexta maior entre os países com nível comparável de desenvolvimento econômico, com 15,3%, o que equivale a 18,8 milhões de pessoas. A TEA é formada pela proporção de pessoas com idade entre 18 e 64 anos envolvidas com empreendimentos em estágio inicial ou com menos de 42 meses de existência. A taxa brasileira está acima da média histórica do país, que é de 13%. Em 2008, por exemplo, a taxa foi de 12%. Em 2009, o Brasil ficou à frente de países como Argentina, Uruguai e Irã.

Para o presidente do Sebrae, Paulo Okamotto, mais importante do que verificar isoladamente a taxa de empreendedorismo, o GEM também tem papel fundamental por analisar questões como nível de inovação, motivação para empreender e recortes por gênero e faixa etária. “Observamos que em termos quantitativos o Brasil vai muito bem, mas ainda precisamos melhorar em termos qualitativos”, avalia Okamotto. O presidente do Sebrae aproveita para destacar a evolução do empreendedorismo no Brasil nos últimos anos. “Flagramos melhorias como a redução na mortalidade das empresas, o aumento das capacitações dos trabalhadores e o surgimento de um ambiente mais propício aos novos negócios a partir da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa”, assinala.

A GEM 2009 demonstra também que a população empreendedora brasileira se concentra entre os jovens, nas idades de 18 e 34 anos, atingindo 52,5%. Do total de empreendedores, 20,8% estão na faixa de 18 a 24 anos enquanto 31,7% encontram-se entre 25 e 34 anos. Ao analisar isoladamente os números, esta última taxa se mantém inalterada em toda a série histórica do estudo, demonstrando que é nesta faixa que se concentra a maior parte dos empreendedores brasileiros. A menor taxa ficou entre os adultos de 55 a 64 anos, com representatividade de 4,3%.

Metodologia
Criado em 1999, o Global Entrepreneurship Monitor (GEM) é o maior estudo independente do mundo sobre a atividade empreendedora, cobrindo 54 países consorciados, o que representa 95% do Produto Interno Bruto (PIB) e dois terços da população mundial. O GEM é coordenado pelo Global Entrepreneurship Research Association (GERA) - organização composta e dirigida pela London Business School (Inglaterra), pelo Babson College (Estados Unidos) e por representantes dos países participantes do estudo.

No Brasil desde 2000, o GEM vem se consolidando como importante referência nacional para as iniciativas relacionadas ao tema empreendedorismo. O projeto é liderado pelo Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade (IBQP), entidade que coordena e executa o Projeto GEM, tendo como parceiros o Sebrae, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai/PR) e o Serviço Social da Indústria (Sesi/PR).

Para compor a pesquisa no Brasil, em 2009, foram entrevistados 2 mil indivíduos de idade adulta, entre 18 e 64 anos, de todas as regiões brasileiras, selecionados por meio de amostra probabilística, e mais de 180 mil pessoas no mundo. A pesquisa, que tem nível de confiança de 95% e erro amostral de 1,47%, conta ainda com opiniões de 36 especialistas brasileiros. Entre os anos de 2000 a 2009 foram entrevistados no Brasil 21,9 mil adultos.

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sexta-feira, 16 de abril de 2010

Percepção positiva fortalece empreendedorismo no país

Para população adulta brasileira, abrir um negócio representa status e respeito perante a sociedade.

Regina Xeyla, enviada da ASN

No Brasil, as oportunidades para o empreendedorismo e a autoconfiança da população caminham juntas. Segundo dados da pesquisa Global Entrepeneurship Monitor, a GEM 2009, divulgada nesta terça-feira (6), 80,3% dos brasileiros avaliam o início de um novo negócio como opção desejável de carreira.

A percepção citada acima perfaz 70,2% dos 18,8 milhões de empreendedores iniciais – aqueles à frente de negócios com menos de 42 meses de existência. Em 2009, quando o Brasil sentia os reflexos da crise iniciada nos Estados Unidos, 57,3% dos empreendedores iniciais afirmaram perceber para os próximos seis meses boas oportunidades para se começar um novo negócio nas regiões onde vivem. A percepção de oportunidades e habilidades dos entrevistados não para por aí: 68,3% afirmaram que no Brasil aqueles que alcançaram sucesso ao iniciar um novo negócio têm status e respeito diante da sociedade.

De modo concreto, essas condições contribuem para a criação de um caldo cultural propício à dinâmica do empreendedorismo. Todo ano, o GEM pergunta aos entrevistados se o medo do fracasso os impediria de criar uma empresa. No Brasil, mais uma vez nota-se uma postura considerada positiva no que tange à inserção em atividades empreendedoras, pois apenas 32% teriam no medo um fator impeditivo para o início de um novo negócio.

Percentual semelhante é verificado quando se restringe o foco da análise apenas àqueles que percebem boas oportunidades de negócios. Neste contexto, 30% disseram que o medo do fracasso é um bloqueio para iniciar um empreendimento, percentual abaixo da média de todos os 54 países participantes desta 10ª edição da GEM.

Desafios
Apesar dos resultados positivos, o GEM 2009 revela alguns dados preocupantes. A inovação ainda precisa estar mais presente nas empresas brasileiras. Apenas 5,4% dos empreendedores iniciais acreditam que seus produtos ou serviços são considerados novos por todos. Já 11,1% consideram oferecer alguma novidade e 83,5% não pensam em disponibilizar algo novo a quem quer comprar.

Outro ponto de preocupação diz respeito à expectativa dos empreendedores entrevistados em entrar no mercado internacional. Em 2009, 89,5% deles responderam que não tinham nenhuma previsão de exportar.

Entre as ações do Sebrae para estimular a inovação nas micro e pequenas empresas está o Programa Agentes Locais de Inovação (ALI). Mais de 800 profissionais em diferentes especialidades foram capacitados pelo Sebrae para levar conceitos de inovação a micro e pequenas empresas. Os agentes visitam a empresa e produzem um diagnóstico gratuito. Nele são identificadas as principais dificuldades e o que pode melhorar na empresa. A partir do diagnóstico, os agentes preparam um Plano de Ação. Posteriormente, o agente acompanha a evolução do empresário.

Atualmente, o ALI está em operação em dez estados, nos quais há atendimentos a empresas. São eles: Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte, Paraná, Paraíba, Pernambuco e Sergipe. Cerca de 10 mil empresas já foram sensibilizadas. Dessas, 4.468 aderiram ao programa. Em Rondônia, Rio Grande do Sul, Pará, Tocantins, Acre e Paraná o programa está em fase da capacitação dos agentes locais. Ao todo serão treinados 175 profissionais para atender, até o fim de 2010, 5.150 empresas de 33 setores. O ALI encontra-se em fase pré-operacional em mais noves estados.

Outra solução do Sebrae voltada para incentivar as micro e pequenas empresas a inovarem e se inserirem no mercado internacional é o Programa Sebrae para Empresas Avançadas, que trabalha quatro módulos: Estratégias, Gestão da Inovação, Encontros Empresariais e Planejando para Internacionalizar. Criado há dois anos, atendeu cerca de 2 mil interessados em 2009 e para este ano estão previstas 30 mil consultas em vários estados.

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quinta-feira, 15 de abril de 2010

Brasil atinge maior taxa de empreendedorismo por oportunidade

Nas últimas nove edições da Pesquisa GEM, o índice no Brasil mostra crescimento gradativo, passando de 8,5%, em 2001, para 9,4%, em 2009.

Regina Xeyla, enviada da ASN

O brasileiro tende a enxergar na crise uma oportunidade. A nova edição da pesquisa Global Entrepreneurship Monitor, a GEM 2009, divulgada nesta terça-feira (6), em entrevista coletiva, em São Paulo, confirma esta afirmação. Segundo o estudo, no ano passado, mesmo com a crise financeira internacional, o Brasil atingiu a maior taxa de empreendedorismo por oportunidade – 9,4% contra 5,9% da taxa de empreendedorismo por necessidade. Para cada 1,6 empreendedor por oportunidade temos um por necessidade.

Nas últimas nove edições da Pesquisa GEM, a taxa de empreendedorismo por oportunidade vem demonstrando crescimento gradativo, passando de 8,5%, em 2001, para 9,4%, em 2009. A pesquisadora do Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade (IBQP), Simara Greco, explica que a elevação em 2009 se deve ao alto crescimento ocorrido isoladamente nos empreendimentos nascentes, que passou de 2,93%, em 2008, para 5,78%, em 2009. Deste último dado, 4,3% são empreendimentos nascentes por oportunidade. O IBQP é a instituição executora da pesquisa no Brasil, que conta com a parceria do Sebrae.

No ranking dos países com nível comparável de desenvolvimento econômico da GEM 2009, o Brasil é o sexto mais empreendedor, com taxa de 15,3%, o que equivale a 18,8 milhões de pessoas. A taxa geral se refere à soma dos empreendimentos novos (que surgiram nos últimos três anos e meio), que foi de 9,75%, e dos empreendimentos nascentes (com até três meses de vida ou ainda em processo de criação), que ficou em 5,78%. A atual taxa está acima da média histórica do Brasil, que é de 13%. Em 2008, a taxa ficou em 12%.

A partir dos dados da GEM é possível concluir que a atividade empreendedora é uma das causas para a geração de renda e elevação do Produto Interno Bruto (PIB) dos países. Assim ocorreu no Brasil. Durante a crise financeira internacional, a economia brasileira manteve-se dinâmica, devido, principalmente, ao mercado interno, abastecido por micro e pequenas empresas, nascentes ou não, em sua maioria, dos setores de Comércio e Serviços.

O mesmo não ocorreu nos Estados Unidos. Devido a opções diferentes do país nos anos anteriores, não surgiram, no ápice da crise, oportunidades visíveis de negócios que estimulassem a ação empreendedora.

Segundo o diretor-técnico do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos, "a pesquisa GEM comprova que o Brasil está mudando para melhor”. “Estamos já vivendo um ciclo virtuoso de crescimento, com inclusão social. Isso se reflete na disposição das pessoas em empreender”, afirma. “A motivação para abrir o próprio negócio e se aperfeiçoar na atividade desempenhada baseia-se em horizontes promissores, que não se fecharam para o Brasil nem quando grande parte dos países mergulhou na recente crise financeira. No auge da crise, sondagem feita pelo Sebrae mostrava que os pequenos negócios continuavam apostando em um bom 2009. Mais uma vez, o segmento mostrou ser o lastro confiável do crescimento sustentado que se espera para o Brasil”, assinala Carlos Alberto dos Santos.

Outros países
Na China, 18,8% da população adulta (169 milhões de pessoas) é empreendedora. Apesar desse grande número, a proporção é de um empreendedor por oportunidade para cada um por necessidade. Já na Rússia, o número de empresários é menor, com taxa de 3,9% (1,3 milhão), porém, a proporção de empreendedores por oportunidade é maior: 2,35 para cada um por necessidade.

Quando comparada aos países citados acima, a Suíça apresenta maior disparidade entre as proporções. A Suíça possui taxa de empreendedorismo (TEA) de 7,72%. Além desse alto índice de empreendedores, para cada pessoa que empreende por necessidade, 13 o fazem por oportunidade. Nos Estados Unidos, a TEA é de 8%, com proporção equilibrada de três empreendimentos gerados por oportunidade e um por necessidade.

Ao analisar 13 países membros do G-20 (grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo) que participaram do estudo, a GEM 2009 constatou que a população da China é a mais empreendedora, com taxa de 18,8% (169 milhões de pessoas), seguida do Brasil, com 15,3% (18,8 milhões); Argentina, 14,7% (3,5 milhões); Estados Unidos, 8% (15,4 milhões); Coréia do Sul, 7% (2,3 milhões); África do Sul, 5,9% (1,7 milhão); Reino Unido, 5,7% (2,2 milhões); Arábia Saudita, 4,7% (501 mil); França, 4,3% (1,6 milhão); Alemanha, 4,1% (2,1 milhões); Rússia, 3,9 % (3,7 milhões); Itália, 3,7% (1,3 milhão); e Japão, 3,3% (2,5 milhões).

Seis países que integram o G-20 não participaram desta edição da GEM. São eles: Austrália, Canadá, Índia, Indonésia, México e Turquia.

Estudo independente
Criado em 1999, o Global Entrepreneurship Monitor (GEM) é o maior estudo independente do mundo sobre a atividade empreendedora, cobrindo 54 países consorciados, o que representa 95% do Produto Interno Bruto (PIB) e dois terços da população mundial. O GEM é atualmente coordenado pelo Global Entrepreneurship Research Association (GERA) – organização composta e dirigida pela London Business School (Inglaterra), pelo Babson College (Estados Unidos) e por representantes dos países participantes do estudo.

No Brasil desde 2000, o GEM vem se consolidando como importante referência nacional para as ações relacionadas ao tema empreendedorismo. A iniciativa é liderada pelo Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade (IBQP), entidade que coordena e executa o Projeto GEM, tendo como parceiros o Sebrae, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai/PR) e o Serviço Social da Indústria (Sesi/PR).

Para compor a pesquisa no Brasil, em 2009, foram entrevistados 2 mil indivíduos de idade adulta, entre 18 e 64 anos, de todas as regiões brasileiras, selecionados por meio de amostra probabilística, e mais de 180 mil pessoas no mundo. A pesquisa, que tem nível de confiança de 95% e erro amostral de 1,47%, conta ainda com opiniões de 36 especialistas brasileiros. Entre os anos de 2000 a 2009 foram entrevistados no Brasil 21,9 mil adultos.

Serviço:
Assessoria de imprensa: Beatriz Borges (61) 3348-7550 / 2107-9110 / 8111 6924
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quarta-feira, 14 de abril de 2010

Qual é o melhor estilo de liderar

Depende da situação. Um bom líder deve ser flexível e quem assume melhor esse papel são as mulheres, mostra pesquisa do Hay Group

Por Karla Spotorno

Muitos executivos questionam qual é a melhor maneira de dirigir suas equipes. Delegando responsabilidades ou por meio de ordens? De forma afetiva ou democrática? Nem um nem outro, aponta uma pesquisa recente da consultoria Hay Group. O ideal é adotar vários estilos de liderança e aplicar o mais apropriado a cada circunstância. Assim agem os líderes de maior sucesso, segundo o estudo. “Diferentes situações, equipes e pessoas reagem melhor a um ou outro tipo de abordagem”, afirma Caroline Marcon, gerente do Hay Group Insight, o braço de pesquisas da consultoria especializada em Recursos Humanos.

Trocar um estilo por outro exige flexibilidade e, principalmente, autoconhecimento. O líder precisa acrescentar ao seu repertório as formas de atuar que não são naturais ao seu jeito de ser. A pesquisa mostrou que executivas de sucesso lideram de maneiras diferentes com maior frequência do que os homens bem-sucedidos. Claudia Goulart, presidente da General Electric Healthcare para a América Latina, conta que atua, em muitas situações, segundo o estilo coercitivo (veja o quadro ao lado). “Em equipes multidisciplinares e geograficamente distantes, como a minha, não é eficaz liderar democraticamente”, afirma Claudia, 47 anos.

Para Flávia Leão, consultora do Hay Group, o executivo precisa considerar três questões ao definir como vai dirigir sua equipe. A primeira é a complexidade da situação. A segunda, a maturidade da equipe. E a terceira, a urgência da solução. Há sete anos na presidência da fabricante de camisas catarinense Dudalina, Sonia Hess de Souza, 54 anos, passou a acumular recentemente a diretoria de operações da empresa. Essa posição tem exigido que assuma um estilo treinador. “Tenho ajudado os executivos e líderes a buscarem soluções cada vez mais simples. É o que a empresa precisa agora”, diz Sonia.

Em uma pesquisa encomendada ao Hay Group pelo Lidem, grupo de mulheres líderes empresariais presidido por Sonia, descobriu-se que a executiva brasileira é flexível para intercalar os estilos e atua mais frequentemente em três deles: o democrático, o afetivo e o coercitivo. Marise Barroso, diretora-geral da Amanco Brasil, conta que a maneira democrática prepondera na sua companhia. “Planos e até demissões são decididos conjuntamente pela diretoria”, afirma Marise, 46 anos, que assumiu a direção-geral da fabricante de tubos e conexões no Brasil depois de ser eleita pelos diretores da empresa.

Uma das principais conclusões do estudo do Lidem com 40 executivas e seus 225 funcionários mostra que a brasileira precisa fortalecer, principalmente, os estilos dirigente e treinador. Conquistar a excelência em diferentes formas de liderar é tão importante quanto o desempenho individual, mostra o estudo do Hay Group. E mais: uma liderança eficiente pode afetar em até 70% o clima e o ambiente de trabalho e, consequentemente, o desempenho das equipes.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Cabeleireira abre mão do bolsa família para aumentar renda

A baiana Marilene dos Santos revelou, durante evento em Salvador, porque resolveu se cadastrar no Portal do Empreendedor para formalizar seu negócio

Carlos Baumgarten

“Abri mão do Bolsa Família, pois enxerguei no Empreendedor Individual uma oportunidade para crescer”. A declaração é da cabeleireira Marilene dos Santos, de Santo Antônio de Jesus, na Região Metropolitana de Salvador, que procurou o Sebrae Bahia para fazer o seu registro no Portal do Empreendedor.

Ela participou, na manhã desta sexta-feira (9), de uma entrevista à imprensa, ao lado do presidente do Sebrae, Paulo Okamotto, e do superintendente do Sebrae/BA, Edival Passos, na qual revelou porque abriu mão do benefício do governo federal e se tornou uma empreendedora individual.

De acordo com Marilene, a opção por investir em seu empreendimento era o melhor caminho para proporcionar a ela e a sua família melhores condições de vida. “O Bolsa Família era importante, mas não era suficiente para quem tem o desejo de crescer. Por isso, decidi formalizar o meu negócio para aumentar a renda e desenvolver o meu salão. Espero que agora as coisas só melhorem”. Nos dias 27 a 29 de abril Marilene já vai participar de cursos de capacitação promovidos pelo Sebrae/BA em Santo Antônio de Jesus.

Como empreendedora individual, Marilene passa a ter acesso aos benefícios da Previdência Social, como aposentadoria, auxílio doença e salário-maternidade. O registro de empreendedora individual de Marilene, que não tem acesso a internet, foi feito no Ponto de Atendimento do Sebrae/BA em Santo Antônio de Jesus, onde um técnico da instituição forneceu toda a orientação necessária. O registro só pode ser feito através no Portal do Empreendedor - www.portaldoempreendedor.gov.br.

O único custo da formalização é o pagamento mensal de R$ 56,10 para o INSS mais R$ 5,00 no caso de prestador de serviço ou R$ 1,00 para comércio e indústria, em um carnê único emitido exclusivamente no Portal do Empreendedor. Mais informações sobre o empreendedor individual podem ser obtidas na Central de Relacionamento do Sebrae – 0800-570-0800. A ligação é de graça e funciona de segunda a sexta-feira, de 8h às 20 horas.

Líder no Nordeste

A Bahia lidera o número de inscrições na Região Nordeste. São mais de sete mil inscritos desde que o Portal do Empreendedor foi disponibilizado, no dia 8 de fevereiro. Os setores em que esse empreendedores atuam são: pequenas industrias de transformação (44%), comércio (36%), serviços mecânicos (12%), pequenos bares e lanchonetes (10%) e cabelereiros (10%).

O superintendente Edival Passos destacou a importância de disseminar essas informações para a sociedade, de forma que todos possam ter acesso aos benefícios da lei. Passos falou ainda da campanha de mobilização realizada pelo Sebrae/BA, entre os dias 27 e 30 de março, e a semana de legalização, de 5 a 9 de abril.

“É importante não ficar somente no discurso, mas também partir para a prática. E é nisso que estamos trabalhando, indo onde estão os potenciais empreendedores individuais e trazendo os benefícios da legislação para eles. Marilene é uma prova concreta de que a formalização traz vantagens para os trabalhadores”, disse Edival.

O presidente Paulo Okamotto afirmou que o papel do Sebrae não se limita a legalizar o empreendedor. “Precisamos manter o acompanhamento, através de consultorias, de forma que o negócio se torne sustentável”, disse. Okamotto destacou a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa como um instrumento de desenvolvimento para o país, melhorando a competitividade dos negócios, e promovendo a inclusão econômica em diversos níveis sociais. “Estamos aqui para atender desde as empresas que já estão com uma estrutura mais consolidada até os pequenos, que desejam fazer todo o caminho necessário para alcançar o maior crescimento possível”.

O presidente do Sebrae chamou atenção ainda para a progressiva implementação da Lei Geral nos municípios como ferramenta de estímulo aos pequenos negócios. “É preciso que a informação seja repassada aos prefeitos e que essa parceria funcione em favor nos micro e pequenos empreendimentos”, disse, lembrando que, no Brasil, a lei já foi implantada em mais de 1.530 municípios.

O deputado Álvaro Gomes, que lidera a Frente Parlamentar das Micro e Pequenas Empresas na Assembléia Legislativa da Bahia, colocou-se à disposição para contribuir no que for necessário para a disseminação de informações sobre a Lei Geral, bem como a divulgação do Empreendedor Individual. “É preciso que esses mecanismos sejam fortemente divulgados e estimulados, já que se trata de importante ferramenta para o desenvolvimento econômico do país”.

O presidente do Conselho Deliberativo Estadual do Sebrae/BA, João Martins, destacou o processo de reestruturação da instituição, no sentido de beneficiar cada vez mais os micro e pequenos negócios do estado. “O Sebrae precisa estar na vanguarda. E aí está a importância de levar o conhecimento a quem precisa, entendendo que esse processo não pode estar vinculado somente aos grandes centros, pois a maioria dos pequenos negócios está no interior do Estado”.

Também participaram da entrevista os diretores do Sebrae/BA, Paulo Manso Cabral e Antônio Marcos Lima de Almeida, o presidente do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis, Dorywillians Botelho de Azevedo, o gerente executivo do INSS, Luis Alberto Freire, e o secretário de Agricultura e Indústria de Santo Antônio de Jesus, Edson Diniz.

Serviço:

Sebrae/BA - (71) 3320-4404

Faturamento de pequenas empresas cresce 12,9% em fevereiro

Trata-se do quinto mês consecutivo com aumento na receita real, no comparativo com o mesmo mês do ano anterior.

As micro e pequenas empresas (MPE) do Estado de São Paulo registraram crescimento no faturamento real de 12,9%, em fevereiro de 2010, na comparação com o mesmo mês em 2009. Trata-se do quinto mês consecutivo com aumento na receita real, no comparativo com o mesmo mês do ano anterior.

Em fevereiro deste ano, todos os setores apresentaram crescimento de faturamento: indústria (+22,4%), comércio (+10,7%) e serviços (+10,5%) comparados ao mesmo mês do ano anterior.

Na evolução de janeiro para fevereiro de 2010, o faturamento teve alta de 2,3%. Com esses resultados, as MPE fecharam o 1º bimestre de 2010 com aumento de 9,6% na receita real, sobre o 1º bimestre de 2009. A receita total das pequenas empresas em fevereiro de 2010 é avaliada em R$ 21,8 bilhões, levando em conta o universo de 1.326.354 de micro e pequenas empresas no Estado. A estimativa do faturamento médio por empresa em fevereiro de 2010 foi de R$ 16.445,71.

Para o diretor-superintendente do Sebrae/SP, Ricardo Tortorella, o resultado do estudo está associado à retomada das atividades das empresas de micro e pequeno porte: “O ritmo é de recuperação econômica. É um momento oportuno para ampliar o ambiente favorável aos pequenos negócios, com instrumentos como desburocratização, microcrédito e políticas de compras governamentais. Nesse sentido, o Sebrae/SP vem promovendo esforços para que os municípios regulamentem suas leis gerais para as MPE. No estado de São Paulo, 102 municípios já regulamentaram a legislação em favor dos pequenos negócios”.

Regiões – O interior de São Paulo teve o melhor desempenho no comparativo de fevereiro entre 2009 e 2010 com aumento de 14,5% no faturamento. Nas demais regiões analisadas pelo estudo permanece o viés de alta: município de São Paulo (13,3%), Região Metropolitana de São Paulo (11,4%) e Grande ABC (10,7%).

Quanto às expectativas para os próximos seis meses, 35% dos proprietários de MPE declararam esperar aumento no faturamento da empresa e 52% informaram esperar manutenção no nível de receita do negócio, nos próximos seis meses. Em março de 2010, proporção dos informantes que não souberam avaliar como evoluirá a receita da empresa subiu a 11%%, diante dos 6% constatados em fevereiro.

Segundo o Sebrae/SP, é provável que a tendência de aumento dos juros básicos (taxa Selic), a expectativa de crescimento de inflação e as turbulências nas economias do sul da Europa tenham contribuído para esse aumento no nível de incerteza. De acordo com o consultor do Sebrae-SP, Pedro Gonçalves, apesar desse aumento da incerteza, os proprietários de MPE se mantêm relativamente otimistas, inclusive quanto ao nível de atividade na economia: 88% dos proprietários de MPE acreditam em manutenção ou melhora no nível de atividade econômica.

Em São Paulo, existem 1,3 milhões de micro e pequenas empresas, 98% do total de empresas formais, que ocupam de cinco a seis milhões pessoas, 67% do pessoal ocupado no setor privado. Nas entrevistas para composição dos Indicadores Sebrae-SP são entrevistados proprietários de 2.716 (MPE), em parceria com a Fundação SEADE (Sistema Estadual de Análise de Dados).

Serviço:
Unidade de Marketing e Comunicação Sebrae-SP
Ali Ahmad Hassan
Fone: (11) 3177 4846/4905/4825/4904/4658/4903/4662

segunda-feira, 5 de abril de 2010

É preciso gostar do chefe para 'vestir camisa da empresa', dizem especialistas

Empregados são fieis quando têm bom relacionamento na empresa.

O principal fator que faz o funcionário vestir a camisa da empresa é ter um bom relacionamento com o chefe e com a equipe, afirmam especialistas. Já o salário, ao contrário do que muitos podem pensar, influencia pouco na fidelidade do profissional ao empregador.

Com o aquecimento da economia e o aumento da oferta de emprego, esses profissionais que não estão satisfeitos com a empresa tendem a não pensar duas vezes em mudar de emprego quando são chamados para uma vaga, afirma Lilian Kozlowski Wizenberg, consultora da Right Management, empresa de consultoria organizacional.


Estudo feito pela Right Management revela que, no geral, o nível de fidelidade dos funcionários com as empresas está em crise. De acordo com a pesquisa, apenas 34% dos funcionários de organizações com mais de 50 empregados afirmam estar totalmente comprometidos, enquanto que 50% se dizem completamente sem comprometimento. O estudo avaliou aproximadamente 30 mil funcionários em 15 países.

Gostar do chefe
De acordo com especialistas ouvidos pelo G1, a relação do funcionário com o chefe é um dos principais fatores que prendem o profissional ao local de trabalho. “Na maior parte dos casos de demissão, as pessoas estão se demitindo do chefe e não da empresa”, disse Ruy Shiozawa, executivo da Great Place to Work Brasil, instituto que realiza pesquisas sobre as melhores empresas para se trabalhar.

Shiozawa afirma que a maioria dos profissionais que classifica as empresas como sendo um excelente lugar para trabalhar se baseia na relação de confiança que tem com o superior imediato.

"Na maior parte dos casos de demissão, as pessoas estão se demitindo do chefe e não da empresa"

Para o executivo, outros dois fatores colaboram para o grau de comprometimento do funcionário com a corporação: a relação que o empregado tem com o que faz, como gostar e ter orgulho do trabalho, e a relação com o restante da equipe, que precisa ser amigável

"A gente se compromete com ideias, estados de emoção. A empresa é uma coisa fria. O funcionário se compromete com as ideias que os líderes passam para ele, ele se compromete com a forma que essas pessoas conduzem a empresa”, avalia o consultor de recursos humanos Armando Pastore Mendes Ribeiro.

Ribeiro acrescenta que as pessoas se comprometem também com elas mesmas e com o que gostam de fazer e, por isso, tendem a permanecer na empresa que proporcionar esse prazer a elas.

"O salário e a promoção não aparecem nas pesquisas como fator determinante para demonstrar o grau de satisfação dos funcionários”, diz. O executivo complementa que, apesar de a remuneração ser importante, ela não é vista como fator crucial para uma pessoa ficar ou não em uma empresa, tanto que existem pessoas que saem de um lugar para ganhar menos em outro em busca de maior satisfação pessoal e profissional.

O estudo da Right Management revela que as práticas dos chefes que mais estimulam o comprometimento dos subordinados são reconhecer e valorizar o trabalho dos funcionários, ter capacidade de implantar novas ideias e obter sucesso. Os funcionários também desejam que a estratégia da organização seja comunicada a todos, de forma que os empregados possam ajudar no sucesso da empresa.

Outros fatores
Para a consultora Lilian, outros motivos que fazem um funcionário ficar insatisfeito como a empresa são não gostar do que faz, não se identificar com a cultura e idéias da empresa, falta de transparência na comunicação da instituição e falta de perspectivas de carreira dentro da companhia.

Desânimo
Se ter um chefe transparente, que reconhece o trabalho dos funcionários, é visto como fator crucial para os empregados vestirem a camisa da empresa, atitudes opostas a essas colaboram para espalhar o desânimo entre os colegas. “Às vezes os objetivos das empresas não estão claros. Está escrito no mural a visão e a missão da empresa, mas as pessoas não sentem aquilo na prática”, afirma Lilian.

O consultor de recursos humanos Armando Pastore Mendes Ribeiro afirma que é o chefe quem tem que descobrir como estimular o comprometimento dos funcionários. “Um ambiente hostil, de controle, cobrança e sufocamento faz as pessoas perderem o comprometimento”. É por isso, segundo ele, que há pessoas que são super engajadas em sociedades e entidades fora da empresa, como na igreja e associações de bairro, e não demonstram tais ações no trabalho.

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Por: Gabriela Gasparin - G1, em São Paulo

Especialistas dão dicas a quem terá que ajudar financeiramente os pais

Alguns jovens já se planejam e guardam dinheiro para contribuir no futuro. Consultores recomendam pagar plano de saúde e gastos da casa dos pais.

O administrador Leonardo Milane: conta especial para guardar dinheiro para o futuro da mãe. (Foto: Daigo Oliva/G1)

Muitos jovens, além de se preocuparem com a própria aposentadoria, olham com preocupação também para a saúde financeira dos pais. Quem já sabe que terá que ajudar financeiramente os pais quando estes se aposentarem ou pararem de trabalhar pode se preparar para isso. O G1 ouviu especialistas em finanças pessoais que deram dicas para quem está nessa situação.

Nas próximas décadas, muitos dos novos idosos terão uma aposentaria complementar, mas na geração que está se aposentando agora, isso ainda não é comum, segundo Marcos Crivelaro, consultor e professor da Faculdade Módulo. E com a idade, aumentam os gastos com saúde: “a ajuda aos pais idosos acaba saindo geralmente da reserva dos filhos mais responsáveis ou com maior renda”, diz ele.

O consultor diz que hoje não existem produtos específicos no mercado para quem quer fazer um investimento para ajudar os pais. “Se a pessoa identificar que vai acontecer essa situação, pode fazer um plano de aposentadoria com os pais como beneficiários”, diz Carla dos Santos, consultora de finanças pessoais. Segundo ela, porém, o problema é que, quando os pais já estão com 50 ou 60 anos, o tempo disponível não permite uma acumulação de recursos suficientes para uma aposentadoria complementar.

Para Carla, o melhor que os filhos podem fazer é garantir um plano de saúde para os pais: “encaixe-os no seu plano, faça um plano familiar ou coloque no plano de saúde da empresa”, diz ela. “É muito difícil saber com quanto você terá que contribuir lá na frente, pois não sabe por quanto tempo ainda seus pais vão trabalhar, quais serão os gastos no futuro. Mas o plano de saúde vai dar uma tranquilidade lá na frente”, diz ela.

Quem se preocupa com o futuro financeiro do pai e da mãe ainda esbarra em outro problema: a resistência de muita gente em conversar sobre dinheiro com os filhos. “Muitos têm a reação de dizer ‘eu te criei, você agora vai querer me ensinar’”, diz Carla.

Por isso, Crivelaro também sugere ajudar de uma forma que se evite dar dinheiro diretamente aos pais. “Quando os filhos casam e saem de casa, podem continuar pagando algumas despesas para os pais para que eles possam manter uma qualidade de vida, como TV a cabo, internet, assinaturas de jornais e revistas, pagar uma viagem de férias”, diz o consultor. “Isso vai dando benefícios aos idosos sem criar uma ruptura entre pais e filhos.”

Pais e sogros
A professora universitária Luiza Rodrigues, 27, diz que antes mesmo de seu casamento com o advogado Vinícius já tinha um quadro claro da situação financeira de seus pais e seus sogros. “Um dos problemas é meu pai, que eu sei que vamos ter que sustentar. Fizemos um cálculo de quanto deve ser necessário para ele se aposentar e estou guardando dinheiro para isso sem ele saber”, conta ela, que diz ser impossível conversar com o pai sobre o assunto.

Já o sogro de Luiza vai se aposentar daqui a cerca de dez anos e não tinha dinheiro guardado. “Foi bem difícil de conversar com eles [sogro e sogra] sobre isso. Eles acharam intrusivo”, conta ela. Luiza e o marido propuseram um acordo: sempre que o sogro e a sogra depositarem um valor na conta para a aposentadoria, Vinícius e Luiza depositam o mesmo valor. “Eu penso que, se esperarmos, vamos gastar mais no futuro”, diz ela sobre a preocupação com a aposentadoria dos pais e sogros.

Patrimônio
O administrador Leonardo Milane investe parte de seu dinheiro para seu próprio futuro, mas tem uma conta separada para formar um patrimônio para sua mãe.

“Para ela, invisto em ações de empresas com dividendo alto”, diz ele, que também paga a parcela do apartamento no qual os dois moram. “É para daqui a dez anos mais ou menos, para o futuro da minha mãe. Sou filho único e pela situação tenho que ter um planejamento mais conservador”, explica ele.

A advogada Flávia Gatti já ajuda os pais, pagando o plano de saúde deles, que não têm previdência privada. “Eles sabiam que a aposentadoria pública não seria alta, mas não conseguiram se preparar e não têm dinheiro guardado”, diz ela.

Ela diz que gostaria de ter pensado há dez anos em se preparar para ajudar os pais. “Eu e meu marido temos previdência privada, mas na época dos meus pais não tinha essa cultura”, diz ela, que também é filha única e se preocupa com a possibilidade de ter que gastar mais no futuro para ajudar o pai e a mãe.

Por: Paula Leite - Do G1 - Economia e Negócios